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Responsabilidade e segurança dos colaboradores no processo de mineração da Embu S.A.

Colaboradores falam sobre os protocolos que regulam a atividade e são adotados pela Embu.

10 de maio de 2024

Integrantes da Cipamin, da Embu, reunidos para tratar da segurança do trabalho na empresa | Divulgação

Reportagem de: Especial AGFE

Os grandes acidentes envolvendo mineradoras na última década, sobretudo no Brasil, reduzem essa atividade tão relevante para o desenvolvimento e a qualidade de vida humana a uma posição muito aquém da sua importância. Exatamente pela valia que tem à sociedade, num passado bem antes da automação, começou por meio de um trabalho braçal maçante e que colocava à prova a segurança dos trabalhadores.

Em função de sua “rigidez locacional”, a mineração só pode estar onde a jazida mineral foi colocada por meio de processos naturais de formação de depósitos. A extração e o processamento são feitos com técnicas apuradas para permitir os usos pela sociedade. No entanto é essencial reconhecer que acidentes são exceções, não a regra. As operações de minerações responsáveis, com busca incessante para atingimento de metas e adoção de boas práticas, têm na segurança dos colaboradores um ponto crucial.

Existe uma Norma Regulamentadora específica para as atividades de mineração: a NR 22. Ela apresenta algumas curiosidades compatíveis com a especificidade da extração mineral. Como exemplo, é possível citar que a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), na mineração é chamada de CIPAMin. Isso porque as obrigações legais são as mesmas que as estabelecidas pela NR-05, porém ainda exigem a representatividade de todos os setores na eleição dos Cipeiros.

A exemplo da CIPAMin, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes na Mineração é chamada de SIPATMin. Realizada anualmente com a participação de todos os trabalhadores próprios e terceiros, a SIPATMin aborda temas de fundamental importância para os trabalhadores com questões relacionadas ao autocuidado, prevenção de acidentes e doenças, combate ao assédio, saúde física e mental. Com a participação de especialistas e uso de metodologias ativas de aprendizagem, as informações são passadas de maneira responsável e lúdica, aumentando a retenção do conhecimento.

O cumprimento das normas por parte das empresas é fundamental, tendo em vista que elas são resultado de análises do Programa de Gerenciamento de Risco (PGR). Esse trabalho de prevenção considera possíveis riscos específicos das atividades de mineração, que podem ter origens distintas, dependendo da gênese da jazida, do método de extração e beneficiamento, bem como do índice de mecanização desses processos.

Na NR-22, criada especificamente para a atividade de mineração, também fica estabelecido o dever dos trabalhadores comunicarem todo e qualquer risco, não apenas para o desenvolvimento do seu próprio trabalho, mas também para os demais colaboradores, sejam eles próprios ou terceiros.

Outra particularidade da atividade são os equipamentos de grande porte, utilizados para carregar e transportar o minério das frentes de lavra. Eles exigem condições adequadas para visualização de veículos de passeio. Para resolver isso, são utilizadas bandeirolas e giroflex nos carros. A primeira garante visibilidade dos veículos durante o dia, enquanto a segunda é solução para a circulação noturna.

Veículos utilizados na área de mineração contam com bandeirolas e giroflex | Divulgação

É comum no processo de mineração de rochas compactas a utilização de explosivos e acessórios, constituindo a primeira etapa do aproveitamento do bem mineral. Essa operação, conhecida como “desmonte de rocha”, é feita seguindo critérios e projetos de engenharia, sob a responsabilidade de profissionais especializados no manuseio, instalação e acionamento de cargas explosivas, seguindo o elevado nível de segurança do Plano de Detonação.

Embora existam desafios de segurança na atividade de mineração, as operações nos empreendimentos buscam padrões de segurança que têm como meta a minimização de acidentes.

Os treinamentos intensivos realizados com os profissionais que desenvolvem as diversas atividades são práticas rotineiras, bem como a adoção de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) e a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), escolhidos especificamente para os riscos de cada atividade exercida. Essas combinações mostram-se instrumentos importantes para cultivar um ambiente de trabalho saudável e, principalmente, dotado de condições de segurança adequados.

Desta forma, é possível garantir a segurança e a sustentabilidade dos produtos minerais, indispensáveis para a civilização, tal qual é conhecida. Eles estão nos fertilizantes, para a produção de alimento, em cada componente das construções, na estrutura das instalações de água, luz e gás. Está na infraestrutura das cidades e em todos os eletrodomésticos que oferecem facilidade e lazer às famílias e até nos pigmentos minerais que compõem as tintas e que dão o colorido a elas. Pouca gente sabe, mas eles estão também nos remédios, nos dispositivos de comunicação e de transmissão de energia, nos meios de transporte e até nos ornamentos e maquiagens.

Sem a mineração, não haveria ao menos as indústrias. Por isso, no meio especializado foi cunhada a frase que dá amplitude a sua importância. “A mineração é a indústria das indústrias”.  

Os bens minerais também apresentam a característica de não serem recursos não renováveis e não possuírem substitutos para as finalidades que são destinados. Por isso tudo a mineração é deve ser feita segundo critérios de sustentabilidade e, após esgotada a jazida mineral, o espaço físico por ela então ocupado deve ter outra destinação e devolvido à sociedade.

É importante ressaltar que os bens minerais são de propriedade da União. O manejo deles é objeto de regramentos e normas, dentre eles e de suma importância estão as regulamentações de segurança estabelecidas nas denominadas “Normas Regulamentadoras”, do Ministério do Trabalho e também aquelas regulamentadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), além de toda a CLT.

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