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Saiba o que muda com a Festa do Divino sendo reconhecida como patrimônio cultural

Segundo Patricia Cesare, coordenadora da comissão, o maior benefício é trazer reconhecimento nacional para Mogi das Cruzes

23 de abril de 2024

Caso a festividade seja declarada como patrimônio cultural, resultará em um aumento significativo no turismo e na economia da cidade | Ney Sarmento - PMMC

Reportagem de: Ana Lívia Terribille

Chegando na reta final das etapas para que a Festa do Divino Espírito Santo se torne patrimônio cultural no Brasil, a equipe do O Diário entrevistou Patricia Cesare, advogada e consultora em ESG (Environmental, Social and Governance – Ambiental, Social e Governança), coordenadora da Comissão, para compreender melhor os impactos da proposta.

“O maior benefício é conferir reconhecimento nacional a Mogi das Cruzes. Assim como a Festa do Senhor do Bonfim, na Bahia, ou a Festa de São Lourenço, em Pernambuco, a intenção é tornar a Festa do Divino conhecida em todo o Brasil”, relata Patrícia.

Ela enfatiza que isso poderá atrair mais visitantes para Mogi das Cruzes, uma vez que a Festa do Divino será reconhecida em todo o país. “Quem vier passear na cidade, sabendo que a festa é reconhecida, poderá dizer: ‘Vou para Mogi das Cruzes, e se for em maio, aproveitarei a Festa do Divino’.”

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Além disso, Patricia destaca que a preservação da festividade é um objetivo central. Mesmo com possíveis mudanças ao longo dos anos, o patrimônio cultural manterá os fundamentos da celebração religiosa. “Com o reconhecimento como patrimônio histórico, a meta é preservar a essência da Festa do Divino.”

“Ainda que algumas mudanças ocorram com o avanço tecnológico, o reconhecimento como Patrimônio Histórico protege a essência da Festa do Divino, como suas tradições e receitas, por exemplo, que não poderão ser modificadas” pontua.

Durante a entrevista, Patricia também ressaltou que a declaração da festividade como patrimônio cultural resultará em um aumento significativo no turismo e na economia da cidade.

É importante ressaltar que a comissão é liderada não apenas por Patricia Cesare, mas também pelo padre Vinícius Vilela e pelo advogado e professor universitário Luiz Fernando Prado de Miranda, todos devotos, em um trabalho voluntário em parceria com a Diocese de Mogi das Cruzes e a Associação Pró-Festa do Divino.

Etapas para o reconhecimento

Sobre as etapas para o reconhecimento, Patricia Cesare explicou que estão concluindo a primeira etapa, organizando os registros antes de encaminhá-los para o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A assinatura do documento está agendada para sexta-feira (26), e em seguida, seguirá pelos trâmites burocráticos do IPHAN em Brasília.

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