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Dia Nacional da Prevenção à Diabetes: A importância do tratamento

No mundo, quase 538 milhões de pessoas têm a doença e boa parte delas desconhece o diagnóstico, o que leva ao agravamento do quadro de saúde

26 de junho de 2024

mais recente edição do Atlas do Diabetes estima que 537 milhões de pessoas no mundo, com idade de 20 a 79 anos, têm a doença | Reprodução: Pixabay

Reportagem de: O Diário

No Dia Nacional de Prevenção ao Diabetes, celebrado nesta quarta-feira (26), é preciso lembrar a advertência feita pelo professor Andrew Boulton, ex-presidente da Federação Internacional do Diabetes (IDF, na sigla em inglês), de que a doença é uma epidemia mundial sem controle. A mais recente edição do Atlas do Diabetes estima que 537 milhões de pessoas no mundo, com idade de 20 a 79 anos, têm a doença. Essa população cresceu 16% em dois anos (2020 a 2021).

A previsão é de que atinja 643 milhões de pessoas em 2030. A prevalência da doença no mundo é de 10,5% da população. Desse total, 44,7% não sabem que têm diabetes e, portanto, não a tratam. É o mesmo que dizer que a cada 1 mil adultos, 100 terão diabetes e 50 sequer saberão do diagnóstico.

O diabetes pode causar diversas complicações no corpo: como cegueira, amputação dos pés e pernas, e levar à insuficiência renal ou à dependência de diálise. É também uma doença difícil de tratar, pois o paciente necessita de remédios, de insulina, precisa seguir uma dieta alimentar específica, realizar atividade física e um acompanhamento multidisciplinar, com oftalmologista e ortopedista, entre outras especialidades.

Em 2021, eram 16,8 milhões de pacientes e mais 18 milhões com grande risco de desenvolver a doença. Apesar de haver diversas formas, inclusive gratuitas, de tratamento e prevenção para diabetes, é necessário atenção redobrada no cuidado do médico com o paciente. É importante estar atento na análise da retina para identificar a retinopatia diabética, por exemplo, que pode levar à cegueira, e também nas avaliações para identificar o pé diabético, uma das principais complicações em pacientes.

A partir desses dados e da iminência de um aumento exponencial de casos da doença, a Hapvida NotreDame Intermédica desenvolveu, ainda em 2017, um programa dedicado exclusivamente aos pacientes diabéticos: o Viver Bem.

Entre as principais características da linha de cuidado com o paciente estão as informações centralizadas em sistema, o monitoramento do quadro de saúde e da evolução da doença, um programa que mostra quem fez o exame dos olhos e dos pés, se houve internações ou atendimento recente em Pronto Socorro. Outro diferencial são as consultas com enfermeiras especializadas em diabetes. Elas acolhem os pacientes, além de esclarecer dúvidas quanto a exames e medicações. A ação envolve diferentes profissionais da saúde, como nutricionistas e fisioterapeutas. A telemedicina é mais uma aliada, com consultas regulares entre os pacientes e a equipe médica.

Os números do programa são impressionantes e não encontram muitas semelhanças com outras iniciativas em curso no mundo. Participam do Viver Bem 47.316 pacientes, de 13 cidades do Brasil, entre elas grandes capitais como Fortaleza, Recife, Salvador, Goiânia, Manaus, São Paulo e Curitiba. Nesse universo, a média de realização de exame para controle da hemoglobina glicada (que mede a quantidade de açúcar no sangue) é de 60%, o número que destaca o sucesso do programa dentro da rede.

Outros resultados clínicos conquistados evidenciam que o Viver Bem se constituí em um grande benefício aos pacientes. A frequência de amputação é 49% menor nos pacientes do programa, bem como a ocorrência de infarto agudo do miocárdio é 51% menor no grupo monitorado de diabéticos.

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