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Médico fala sobre transplante de medula óssea; saiba como ser um doador

Mesmo com a repercussão do caso do bebê Pedro Bin, diagnosticado com Leucemia Mieloide Aguda, família continua na busca por doador compatível

5 de abril de 2024

Podem se cadastrar pessoas de 18 anos a 35 anos | Divulgação - Prefeitura de São Gonçalo

Reportagem de: Ana Lívia Terribille

Com a repercussão do caso do bebê Pedro Bin Oliveira, de um ano de idade, que está na fila para receber um doador de medula óssea após ser diagnosticado com Leucemia Mieloide Aguda (LMA), a equipe de O Diário entrou em contato com o Instituto Nacional de Câncer e o dr. Decio Lerner, Chefe da Divisão do Centro de Transplante de Medula Óssea (CEMO) do Instituto Nacional de Câncer – INCA, que esclareceu o processo.

Uma dúvida frequente entre as pessoas é se o procedimento difere por se tratar de uma criança. Segundo o dr. Decio, “o processo ocorre de forma semelhante ao tratamento de um paciente adulto”.

Ele destaca que o transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, consistindo na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituir uma medula saudável.

O médico também explica que o transplante pode ser autólogo, quando a medula vem do próprio paciente, ou alogênico, quando as células precursoras de medula óssea são obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue do cordão umbilical.

É importante ressaltar que o processo inicia-se com testes específicos de compatibilidade, analisando amostras de sangue do receptor e do doador, buscando a melhor compatibilidade possível para evitar a rejeição da medula pelo receptor, além de outras complicações, como a agressão das células do doador contra os órgãos do receptor.

O dr. Lerner menciona ainda que “a partir disso, o doador é avaliado por um médico, que decidirá em conjunto com ele a melhor forma de doação. Essa retirada não compromete a saúde do doador.”

Para receber o transplante, o paciente passa por um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula. Em seguida, ele recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Uma vez na corrente sanguínea, as células da nova medula circulam e se alojam na medula óssea, onde se desenvolvem.

Como se tornar um doador de medula óssea

Natalia Puca, de 35 anos, é uma das pessoas que se cadastrou para ser doadora voluntária. Segundo ela, para se cadastrar foi simples e rápido. “Eu compareci a um hemocentro que faz o cadastro e informei meu interesse em ser doadora voluntária.”

Em contato com a equipe de O Diário, a doadora mencionou que a doação foi realizada no Hemocentro Vila Buarque, em São Paulo (Rua Marques de Itu, 579), localizado a 800 metros da estação República. O horário de funcionamento do local é das 07 às 17h, de segunda a sexta-feira, e das 07 às 15h aos sábados.

Ela ressalta que não é preciso fazer nenhum pré-cadastro na internet e nem citar o nome do paciente, já que o doador estará no banco de dados e o sangue coletado pode ser compatível com qualquer outra pessoa que necessite do transplante.

A próxima etapa que Natalia realizou foi o preenchimento de um formulário com seus dados pessoais, tais como nome completo, data de nascimento, endereço, número de telefone, tipo sanguíneo, e profissão. “Depois, assinei um termo de consentimento para que meus dados fossem para o banco de dados de doadores.”

“Após isso, fui encaminhada para uma sala de coleta, onde foi retirada uma amostra sanguínea de mais ou menos 10 ml para que possam realizar o exame de tiragem HLA que permite avaliar a compatibilidade com os pacientes que estão aguardando a medula”, destaca.

Em seguida, a doadora foi liberada e os dados informados foram registrados na base. Vale destacar que podem se cadastrar pessoas de 18 anos a 35 anos e 11 meses. O cadastro permanece ativo até o doador completar 60 anos.

Ao finalizar a ação, Natalia Puca publicou um vídeo nas redes sociais, contando sua experiência e incentivando as pessoas a se tornarem doadoras de medula óssea.

Cadastro

Para conferir mais informações sobre a doação de medula óssea, é indicado que a pessoa acesse o site do Redome (Instituto Nacional de Câncer). Além disso, aquele que já é doador, também pode atualizar seu cadastro pelo internet.

Para consultar hemocentros para cadastro, clique aqui.

Pedro Bin Oliveira

Ao ser diagnosticado com Leucemia Mieloide Aguda (LMA), responsável por afetar o sangue, Pedro Bin Oliveira, um bebê de um ano, morador de Suzano, região Metropolitana de São Paulo, entrou na fila por um doador de medula óssea na segunda-feira, dia 1° de abril. Ele foi internado no dia 17 de janeiro e está realizando o tratamento no Hospital Salvalus Mooca.

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