Diário Logo

O Diário Logo

5 questões técnicas para se atentar ao reformar o apartamento

Reformar um apartamento é uma jornada empolgante, repleta de possibilidades para transformar o espaço e torná-lo verdadeiramente único, refletindo a personalidade e o estilo de vida dos moradores. No entanto, é fundamental estar atento a questões técnicas durante todo o processo. Desde o planejamento inicial até a execução das obras, é importante considerar aspectos como […]

16 de abril de 2024

Reportagem de: Edicase Conteúdo

Reformar um apartamento é uma jornada empolgante, repleta de possibilidades para transformar o espaço e torná-lo verdadeiramente único, refletindo a personalidade e o estilo de vida dos moradores. No entanto, é fundamental estar atento a questões técnicas durante todo o processo. Desde o planejamento inicial até a execução das obras, é importante considerar aspectos como a estrutura do edifício, instalações elétricas e hidráulicas, normas de segurança e regulamentos locais.

A arquiteta Vitória Lacerda explica que muitas dúvidas sobre isso são comuns e que variam de acordo com o perfil do cliente e do imóvel escolhido. “As dúvidas mais frequentes são relacionadas com o custo e prazo de conclusão da obra. Clientes de primeiro apartamento têm mais dúvidas sobre quais materiais escolher e utilizar; já quem opta por um apartamento mais antigo tem mais dúvida com relação ao prazo de término e custo total de obra, já que um imóvel antigo demora mais tempo para ser reformado do que um recém-entregue pela construtora”, revela a profissional.

Por isso, a seguir, confira 5 questões técnicas para se atentar ao reformar o apartamento!

1. Autorização predial

Independentemente se o apartamento é novo ou antigo, antes de qualquer reforma é de suma importância ter a autorização do conselho predial para início das obras. “Toda intervenção de piso, como troca, integração da varanda, demolição de paredes, mudança de pontos elétricos e hidráulicos, entre outros, precisam ser autorizados mediante RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) ou ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) emitidos por profissionais credenciados”, diz.

2. Projeto executivo detalhado

Além dos documentos (RRT ou ART), os condomínios, para aprovação da reforma, também solicitam o projeto executivo detalhado, com todas as informações necessárias para a reforma. “Essa medida é de segurança, pois é preciso ter muita responsabilidade para fazer mudanças, como demolir uma parede, que, sem auxílio e análise de um profissional, podem colocar em risco a integridade do imóvel”, frisa a profissional.

A integração da varanda é popular em reformas, mas nem sempre é permitida pelos prédios (Imagem: liyuhan | Shutterstock)

3. Integração da varanda

Muito comum nas reformas de apartamentos, a integração da varanda é um dos itens que os clientes da arquiteta Vitória mais solicitam, no entanto, a profissional esclarece que nem todos os apartamentos autorizam esse tipo de mudança. “O conselho do prédio é que deve informar aos moradores se é permitida ou não a integração, caso ela seja permitida, deve ser indicada em projeto executivo. Após a integração, o proprietário deve envidraçar a varanda, conforme orientação do prédio”, ressalta.

4. Planejar o orçamento

Vitória diz que para planejar bem o orçamento para a reforma, antes de tudo, é preciso entender qual o seu tipo de imóvel. “É preciso entender se é um imóvel novo ou mais antigo e quais intervenções você pretende fazer. Em um apartamento antigo nos deparamos com situações muito específicas, como a necessidade de refazer a fiação elétrica e a parte hidráulica, ou mesmo fazer a retirada de pisos e revestimentos, e isso tudo vai gerar um custo a mais, já que primeiro é preciso ser feita toda a demolição e a retirada desse entulho, para depois iniciar as construções, diferente de um apartamento novo, onde o espaço já está sem pisos e pronto para receber as instalações”, esclarece.

Outra dica que a profissional dá para planejar o orçamento é pesquisar bem sobre os tipos e valores dos materiais que serão utilizados e aplicados. “É essencial avaliar os materiais e a diferença de valor entre eles para não ser surpreendido com um orçamento muito além do esperado”, esclarece, ressaltando que a contratação de um arquiteto é de suma importância, já que ele irá auxiliar em todo o planejamento antes mesmo de iniciar a obra, com prazos e orientação de orçamentos, e evitará gastos desnecessários para a conclusão do projeto.

5. Localização, metragem, planta e adaptações

A localização e a metragem são fundamentais para a escolha de compra do imóvel, no entanto, além dessas características, a arquiteta Vitória diz que é preciso analisar a planta e as adaptações que gostaria para o imóvel.

“Em imóveis mais antigos, a metragem é maior e até mesmo os ambientes são maiores, o que pode ser benéfico para uma família com filhos. No entanto, é preciso avaliar com o arquiteto as intervenções que podem ser necessárias, como a troca de toda a fiação elétrica, que irá deixar a obra mais cara. Apartamentos mais novos não terão esse problema, mas podem ser mais caros e não ter a metragem desejada”, finaliza a profissional.

Por Ana Cláudia Dantas

Veja Também