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CBF ignora Justiça e inicia eleição após protesto de vice

A eleição que deve confirmar Ednaldo Rodrigues como novo presidente da CBF teve início nesta quarta-feira (24), por volta de 11h, após embate entre membros da Comissão Eleitoral e o vice-presidente Gustavo Feijó, que se sentou na cadeira destinada ao futuro mandatário em protesto contra a votação.  Na véspera, a Justiça de Alagoas determinou a […]

23 de março de 2022

Reportagem de: O Diário

A eleição que deve confirmar Ednaldo Rodrigues como novo presidente da CBF teve início nesta quarta-feira (24), por volta de 11h, após embate entre membros da Comissão Eleitoral e o vice-presidente Gustavo Feijó, que se sentou na cadeira destinada ao futuro mandatário em protesto contra a votação. 

Na véspera, a Justiça de Alagoas determinou a suspensão do pleito, mas tudo transcorre para que ele aconteça. A Comissão Eleitoral da CBF alega que não foi notificada oficialmente pela Justiça e que se baseia no acordo com o Ministério Público homologado pela Justiça do Rio para seguir com o processo. 

– A Comissão Eleitoral não está cumprindo a decisão do Judiciário. Primeiro teve decisão do ministro que não foi cumprida. Agora decisão do juiz. Será que a casa vai seguir descumprindo o código de ética, o estatuto e a Lei Pelé? Inaceitável uma casa como essa seguir aparecendo nas páginas policiais – afirmou Gustavo Feijó.

– Estou discutindo meu mandato. Presidente interino da casa fez acordo com o MP. Eu fiz uma apelação ao STJ, reclamação ao Tribunal de Justiça do Rio e outra em Alagoas, foro onde tenho moradia. Há muitas situações que podem voltar a anular a eleição. É uma gestão temerária, perigosa, tenho certeza que a justiça irá tirar esse cidadão dessa casa – completou.

O juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira, da 1ª Vara Cível da Capital de Maceió, Alagoas, determinou a não realização da Assembleia Geral Eleitoral da CBF marcada para quarta-feira, na qual seriam escolhidos o novo presidente e os novos vice-presidentes da entidade.

Veja: As alegações de Gustavo Feijó 

A decisão acatou o pedido de Gustavo Feijó, um dos atuais vices da CBF. Ele alega que está sendo prejudicado pela realização do pleito, em período anterior ao término dos mandatos em vigor. A diretoria atual da CBF tomou posse em 2019, com mandato de quatro anos de duração.

O dirigente ainda apresentou uma petição à comissão eleitoral alegando duas irregularidades no pleito. A primeira delas é a ausência de representantes de clubes femininos no colégio eleitoral. A outra seria que Ednaldo Rodrigues, presidente interino, foi além de suas competências ao marcar a assembleia geral eleitoral, o que segundo a Lei Pelé, deveria ser convocada pela comissão eleitoral. Por esse motivo, Feijó também denunciou Ednaldo no Conselho de Ética da CBF.

Feijó pretendia disputar a eleição, mas não conseguiu apoio. O prazo para a inscrição das chapas se encerrou na manhã desta sexta-feira. Ednaldo Rodrigues contou com o apoio de 26 das 27 federações estaduais e 37 dos 40 clubes. Apenas Alagoas e os times do estado, além do Grêmio, não deram suporte à sua candidatura do presidente interino. Feijó é ex-presidente da federação alagoana (hoje comandada pelo seu filho).

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