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NOVA PRESIDÊNCIA

Futuro presidente da Câmara de Mogi quer modernizar e fortalecer o Legislativo

Otto Rezende, que deve ser confirmado no cargo para 2021, pretende instalar a ‘Câmara Digital’, fiscalizar o Executivo e manter uma postura de independência na Casa

Silvia ChimelloPublicado em 29/12/2020 às 18:31Atualizado em 30/12/2020 às 14:17

Instituir a ‘Câmara Digital’, redemocratizar, modernizar e fortalecer o Legislativo para que possa atuar de forma independente, fiscalizar o Executivo e participar das discussões e das decisões importantes para a cidade. Essas são as propostas do vereador Otto Fábio Flores Rezende (PSD), que deve ser confirmado no cargo de presidente do Legislativo em 2021, no primeiro ano da próxima legislatura.

O futuro chefe da Casa disse que o principal desafio vai ser “o resgate” da credibilidade e do protagonismo da Câmara, “para que o Legislativo possa dar sua contribuição ao desenvolvimento do município nos mais diversos setores, com projetos e ações que possam melhorar a vida da população”.

Uma das primeiras tarefas de Rezende, caso seja mesmo confirmado no cargo, deve ser a transformação da Câmara Digital. O processo de licitação para escolha da empresa que organizará o processo já foi concluído neste final de ano pelo atual presidente Sadao Sakai (PL).

A empresa que vai prestar os serviços em tecnologia para informatização de procedimentos legislativos e administrativos da Câmara é a Audipam - Auditoria e Processamento em Administração Municipal Eirelli EPP, pelo valor mensal de R$ 12 mil.

Além de modernizar, o programa de informatização vai otimizar os trabalhos, agilizar a tramitação dos projetos, reduzir custos e o consumo de papel. Os vereadores vão ter acesso a todas as moções, indicações, requerimentos e projetos, que deixarão de ser apresentados de forma física. Todo o material estará disponível online e os integrantes das comissões poderão analisar simultaneamente e assinar digitalmente as proposituras.

A questão das finanças também será uma das prioridades do parlamentar. Ele pretende manter a máquina enxuta, “as contas sanadas e tomar todos os cuidados para evitar problemas com o Tribunal de Conta do Estado”, órgão que controla os gastos públicos.

Ele diz ainda que quer promover a união entre os parlamentares, trabalhar junto para atender as principais demandas dos seus pares e dar espaço aos mais novos que se elegeram no ano em que a Casa teve uma grande renovação. Dos 23 vereadores, apenas nove se reelegeram para o próximo mandato.   

Outra preocupação é com a imagem do Legislativo. O objetivo dele é mudar o conceito de que a Câmara se transformou em um puxadinho da Prefeitura, e garante que no seu mandato, o Legislativo terá o seu protagonismo.   

“Nos últimos quatro anos na Câmara, mostrei o meu caráter aos vereadores e à população e quero deixar bem claro que aqui é a Câmara e lá é a Prefeitura. Somos independentes. Então, aqui não vai ter nenhum puxadinho, apesar de estar 100% em consonância com a Prefeitura”, alega.

Sobre os projetos apresentados nesses anos como vereador, ele cita a lei que obriga o fornecimento de canudinhos ‘envelopados’ e protegidos por embalagem para o consumo dos clientes, e uma outra legislação que obriga o comércio a trocar os canudos de plásticos pelo material biodegradável para reduzir a emissão de plástico no meio ambiente. Nesse período de pandemia, conseguiu a aprovação de projeto que garante o atendimento psicológico gratuito nos postos de saúde, e de outro que obriga a realização de vistoria em prédios mais antigos. “Somos uma cidade de 460 anos e é muito importante que não tenhamos riscos de desabamentos”, explica.

 O nome de Otto Rezende à presidência foi lançado em consenso entre as principais bancadas da Casa, nesta segunda-feira (28), após reunião com a participação de Francimário Vieira de Macedo Farofa (PL), Cloadoaldo de Moraes (PL) e Pedro Komura (PSDB), quando foi selado um acordo para que os maiores partidos possam se alternar no cargo nos próximos quatro anos.

Rezende nega que tenha havido qualquer acerto nesse sentido."Não participei de nenhum acordo", afirma ele. Mas, tanto Clodoaldo como Komura confirmam que eles combinaram um esquema para conseguir viabilizar as candidaturas. 

Eles contaram que ficou acertado que Pedro Komura, deve assumir no segundo ano; e Clodoaldo Aparecido de Moraes, indicado para a presidencia no terceiro ano de mandato. O quarto e último período será decidido posteriormente.

Para 2021, os partidos também acertaram os nomes para os demais cargos da mesa diretiva, que terá o vereador Iduigues Ferreira Martins, como primeiro vice-presidente; Fernanda Moreno (PMDB), na segunda vice-presidência; e Marcelo Brás do Sacolão (PSDB), na segunda secretaria.

Existe ainda uma discussão sobre o cargo de primeiro secretário, que deve ficar com um dos integrantes da bancada do PSDB, provavelmente o vereador Maurinho do Despachante.

A eleição acontece logo após a posse dos novos eleitos, marcada para o dia 1º de janeiro, às 15 horas. Assim que encerrada a cerimônia, no plenário da Casa, os interessados lançam seus nomes na disputa para os cargos e são votados pelos demais.

 O vereador Otto Flores Rezende foi reeleito este ano para o seu segundo mandato como titular da Câmara de Mogi. Antes disso, chegou a assumir com suplente do PSD, partido que no qual atua desde a fundação na cidade.

O político e médico, que já estudou em colégio militar, passou pelas escolas públicas em Mogi – Washington Luís e Santa Mônica – e cursou a faculdade de Medicina em Itajubá (Minas Gerais).

Ele fez residência médica em Imunologia, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio), trabalhando com pacientes portadores de HIV. A pós-graduação em Alergia e Imunologia foi no Hospital Carlos Chagas (RJ). Ele é especialista em imunologia, alergia e saúde pública, casado com Ana Cecília e pai de três filhos.

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