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INVESTIMENTO DE R$ 14,6 milhões

Mogi receberá 15 novos leitos de UTI e 50 de enfermaria; veja detalhes

Previstas para o Hospital Municipal de Braz Cubas e talvez para o Ginásio Municipal, as vagas para atendimentos relacionados à Covid-19 fazem parte de um pacote do Estado, que promete 79 leitos de UTI e 118 de enfermaria para a região

Fábio Palodette e Heitor HerrusoPublicado em 05/03/2021 às 14:01Atualizado há 3 meses

O Conselho de Prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê se reuniu nesta sexta-feira (5) com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, para solicitar agilidade na implantação dos leitos e buscar apoio do Estado para contratação de leitos privados. De acordo com o grupo, a reunião foi produtiva: ao todo, serão implantados 79 novos leitos de UTI, sendo 15 em Mogi, e 118 de enfermaria, dos quais 50 serão para Mogi.

O investimento total é de R$ 14,6 milhões, dos quais R$ 3,5 milhões destinados aos mogianos. O consórcio ainda não divulgou ainda em quais locais os leitos serão instalados ou os prazos para que isso aconteça. Porém, em transmissão de vídeo ao vivo pelas redes sociais, o prefeito Caio Cunha (PODE) deu detalhes da operação na cidade. Entre outras informações, ele explicou que os municípios seguem custeando parte dos equipamentos.

De pé no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, Cunha anunciou a ajuda, que considera um “fôlego”. “Esse valor não custeia toda a necessidade. A gente precisa de muito mais. O leito de UTI custa aproximadamente R$ 5 mil por dia. O Estado vai nos ajudar pagando R$ 1,6 mil. Já é um alívio, algo considerável”, avaliou.

“Um tanto mais aliviado”, o prefeito comemorou os 15 novos leitos de UTI e 50 novos leitos de enfermaria que virão para Mogi e também todos os outros, da região, que ajudarão a “desafogar a cidade, que recebe, no Hospital Municipal, 30% de pessoas de outras cidades, como Mongaguá e Bertioga”. 

Embora não tenha especificado exatamente onde as vagas serão disponibilizadas, disse, na live, que o “espaço” do Hospital Municipal de Braz Cubas será aproveitado. “Diante da necessidade”, ele prometeu também “uma extensão disso, que provavelmente será no Ginásio Municipal (Professor Hugo Ramos)”.

Cunha revelou já ter se reunido com o secretário de Saúde, o Dr. Henrique Naufel, que “está providenciando a preparação” destas vagas e também “está pedindo a chegada de novos equipamentos, como ventiladores, bombas e tudo mais”.

Não ficou claro, porém, se os “cinco ou seis leitos de UTI” anunciados por Naufel em coletiva de imprensa nesta semana, para o Hospital Municipal, já estão incluídos na conta. Ou se fazem parte da soma os 30 novos leitos prometidos pelo Estado para o Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, sendo 10 de UTI e 20 de enfermaria.

Hospital de campanha

Em live, o chefe do Executivo mogiano reclamou que muitas pessoas “confundem” o que é o hospital de campanha. E na sequência explicou o conceito, que “não significa tenda”, em referência à instalação emergencial erguida na Avenida Cívica, em 2020. “Lá tínhamos 200 leitos e enfermaria e 2 de UTI. Tudo era locado e foi devolvido, exceto os respiradores, que estamos aproveitando desde então. Mas depois disso a gente monteu, na UnicaFisio (em Jundiapeba) o nosso hospital de campanha, com alguns leitos de enfermaria e também de UTI”. 

Fase vermelha

“Diante dessa situação problemática”, Cunha admite ter sido “bastante rígido” com o fechamento do comércio. “Uma decisão muito impopular, muito antipática, mas rígida diante desse cenário. Obviamente ninguém quer ficar em casa. Esse vírus, essa variante, tem poder de contágio muito mais rápido e maior. Então optamos por tomar atitude rígida, e na próxima segunda-feira a gente vai fazer avaliação do cenário. Nossa ideia sempre vai ser flexibilizar, para prejudicar o menos possível a população”.

O Prefeito de Mogi também falou das muitas manifestações contra a medida, como os vários comentários e posts nas redes sociais. “Talvez as pessoas não entendam a gravidade da situação. Quando a gente fala que todos os hospitais estão com ocupação de 100% do leito de UTI, quer dizer que se você escorregar na sua casa, bater a cabeça e precisar de uma UTI, você vai morrer. Se seu pai, sua mãe, um familiar ou amigo seu sofrer acidente de carro, ou um acidente doméstico, nesse momento vai morrer”.

Leitos

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde a região registra taxa de ocupação de leitos UTI em 89,4% (data base 01/03). Desde o início da semana as unidades hospitalares de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Santa Isabel enfrentam condições críticas, chegando ao limite da capacidade de atendimento.

Hoje estas unidades permanecem com a ocupação em 100%, condição inédita neste um ano de pandemia.

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