Amigos e familiares de Nataly Lily preparam um novo protesto para o próximo dia 12 – data que marca o primeiro mês do desaparecimento da jovem transexual -, às 15 horas, em frente ao Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes, na Vila Vitória. A intenção dos organizadores é fazer um ato pacífico cobrando “maior atenção das autoridades e justiça para o caso”.

Essa será a terceira manifestação cobrando respostas para.o episódio, que segue sem respostas. “Faz 25 dias que ela está desaparecido e até agora gente não tem mais nada”, lamentou Nelson Luan Fortunato Domingos, irmão de Nataly. 

De acordo com o familiar, que espera, com a nova ação,  reunir um "bom público, igual visto das últimas vezes",  a intenção é voltar a chamar a atenção das autoridades.

Ele reclama da falta de posicionamento das autoridades sobre o caso, que está prestes a completar um mês."Até agora eles não deram nenhum tipo de informação nova, não falam em um paradeiro dos bandidos e onde está o corpo da minha irmã".

No último dia 26 os familiares realizaram um protesto no Largo do Rosário, região central de Mogi das Cruzes, com faixas e bandeiras cobrando respostas pelo ato. Já no dia 21, apoiadores chegaram a interditar a avenida Lourenço de Souza Franco, em Jundiapeba em protesto. 

"Eles não querem resolver logo o caso da minha irmã porque ela é trans negra", pontua Nelson, que promete seguir mobilizado até conseguir respostas. 

Em nota encaminhada a O Diário nesta quarta-feira (6), a Secretaria de Estado de Segurança (SSP) informou que “todas as circunstâncias relativas ao caso são investigadas pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes. Diligências estão em andamento visando ao esclarecimento dos fatos e à localização da desaparecida”.

O caso

A família acredita que Nataly tenha sido baleada durante um programa sexual, com base em relatos de uma amiga, também transexual, que a acompanhava no dia do desaparecimento.

Um boletim de ocorrência foi registrado. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) informou que realiza diligências a fim de localizar o paradeiro da vítima.

O pai de Nataly, Nelson Domingos, procurou a delegacia para registrar o desaparecimento. Ele disse ter apurado que a filha foi contratada para um programa sexual com a amiga, também transexual. Elas receberam adiantado e foram informadas de que seria em um sítio.

Chegando ao local, ainda segundo o registro policial, as duas foram baleadas. A amiga de Nataly, mesmo ferida, conseguiu deixar o sítio e pedir ajuda, na região da avenida das Orquídeas. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Luzia de Pinho Melo, no Mogilar.