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MOBILIDADE

Obras na Volta Fria devem ter início no mês de julho

Novo prazo foi anunciado pelo secretário de Estado de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, em entrevista exclusiva a O Diário.

Darwin ValentePublicado em 08/04/2021 às 09:17Atualizado há 3 meses
Atualmente são bastante precárias as condições da estrada da Volta Fria / Eisner Soares
Atualmente são bastante precárias as condições da estrada da Volta Fria / Eisner Soares

Após adiamentos provocados pela pandemia do novo coronavírus, a Secretaria de Estado de Logística e Transportes volta a prometer para o final deste mês, a publicação de edital para contratação das empresas que ficarão responsáveis pelas obras de retificação e pavimentação dos 12 km da Estrada da Volta Fria, localizada entre os distritos de Braz Cubas e Jundiapeba, e de construção da nova ponte sobre o rio Tietê, na altura do bairro do Rio Abaixo, praticamente na metade do caminho entre as duas localidades.

Perto de 90 dias depois de publicados os editais, que farão parte do terceiro grupo de estradas vicinais paulistas que receberão obras de melhorias asseguradas pelo governo estadual, os trabalhos deverão ser iniciados, segundo garantiu o secretário João Octaviano Machado Neto, de Logística e Transportes, em entrevista exclusiva a O Diário. Isso significa que as obras poderão ser iniciadas ainda no mês de julho, caso não se registrem intercorrências durante o processo licitatório.

Segundo ele, os engenheiros encarregados de preparar as obras a serem executadas no local tiveram cuidados especiais com a ponte sobre o Tietê, que terá o dobro da largura da passagem atual que permite o acesso de um único veículo por vez. Com a nova ponte, será possível o tráfego de dois veículos em sentidos opostos, que poderão até mesmo se cruzar, quando estiverem passando pelo tabuleiro da futura estrutura de concreto.

Atualmente são bastante precárias as condições da estrada da Volta Fria, assim como da ponte sobre o Tietê.

Enquanto a rodovia apresenta excesso de barro em dias de chuva e muita poeira, nos períodos mais secos e de temperaturas elevadas, a estrutura da passagem sobre o rio – uma mistura de madeira frágil com chapas de aço e ferro já carcomidas pela ferrugem –, há muito tempo não suporta mais o tráfego de veículos mais pesados, como ônibus e os basculantes que costumavam passar por ali carregados com areia e outros tipos de cargas de maior volume.

Constantemente costumam surgir buracos no leito da ponte, que se transformam em verdadeiros riscos para os pedestres, principalmente crianças e idosos, que costumam passar por ali em direção à escola do Rio Abaixo, ou mesmo do centro do distrito de Jundiapeba, onde vão fazer compras ou cuidar de outros assuntos, já que o bairro rural das proximidades é muito carente em infraestrutura.

Visita

As promessas de melhorias na Volta Fria e em sua ponte são antigas. A primeira manifestação da Secretaria de Logística e Transportes sobre as obras aconteceu durante uma visita que o secretário João Octaviano realizou à estrada, atendendo a um convite do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), no início do atual período de governo. A precariedade do local sensibilizou o secretário, que prometeu se empenhar para inserir as melhorias na estrada de terra batida e não ponte condenada no primeiro pacote de estradas vicinais a serem melhoradas pelo governo João Doria.

Mas logo veio a pandemia e os dois primeiros pacotes foram lançados timidamente pela administração estadual e as obras de Mogi acabaram sendo postergadas, mas sempre com a garantia de que seriam executadas, pois as verbas a elas destinadas já estavam asseguradas na Secretaria.

Recentemente, em entrevista exclusiva a este jornal para falar sobre a Via Verde, um projeto para construção de um complexo viário com rodovia, ferrovia e dutovia ligando a região de Mogi ao porto de Santos, na Baixada, o secretário voltou a ser cobrado sobre o assunto e assegurou:

“Desta vez, a Volta Fria vai sair!”

Pedágio

Alegando se tratar de um projeto de autoria da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), com autonomia de ação, o secretário evitou comentar mais a fundo a questão do pedágio que poderá se implantado na altura do Km 45 da Mogi-Dutra, nas proximidades da Casa do Queijo, na área urbana de Mogi das Cruzes.

Mogi-Dutra

Igualmente questionado pelo repórter acerca do desvio a ser construído para corrigir a falta de duplicação no trecho de 1,3 km, no final da ligação Mogi das Cruzes-Via Dutra, na chegada a Arujá, prometido, em tom solene, pelo superintendente do DER, Paulo Tagliavini, durante visita a este jornal, no final do ano passado, o secretário buscou justificar o atraso na elaboração do projeto executivo da obra, que deveria ter sido concluído logo no início deste ano:

“Este projeto está sendo muito complicado”, afirmou João Octaviano. “É um trabalho muito difícil e estamos trabalhando duro para encontrar uma solução e não cairmos, de novo, no mesmo problema registrado anteriormente. Estamos buscando fugir da rota das desapropriações e, ao mesmo tempo, buscando o menor impacto ambiental possível”, explicou o secretário.

Quanto ao problema anteriormente registrado no trecho final das obras de duplicação, o que houve foi um impasse com a proprietária de 400 metros de terreno que seriam desapropriados pelo DER para a execução da segunda pista. A dona do imóvel não aceitou as condições e prometeu ir para a Justiça, algo que poderia provocar um atraso inconcebível para uma obra que tinha o aval financeiro de uma instituição internacional. O DER já havia optado por deixar os últimos quilômetros sem duplicação, quando veio a reação dos mogianos, por meio deste jornal.

Diante de muitos protestos do público em geral e de políticos, o superintendente veio até Mogi anunciar uma alternativa para manter a duplicação da rodovia até o fim: a construção de um desvio lateral, à esquerda do terreno embargado pela proprietária, mantendo-se as duas pistas até o acesso ao trevo da cidade de Arujá. Só que a promessa do superintendente também ainda não foi cumprida, pois o projeto executivo, prometido por ele para “março ou abril”, ainda não está pronto.

“Está praticamente no fim”, garantiu João Octaviano. “Estamos terminando”, disse ele, que, depois de tantos problemas, não pretende sequer promover uma solenidade para entrega da rodovia, quando os trabalhos estiveram definitivamente concluídos. “A estrada já está sendo usada e, com esta pandemia, não podemos nem pensar em aglomerar pessoas”, concluiu.

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