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FÉ NA ESTRADA

Padre Alessando concelebra missa em Logroño e faz reflexões durante viagem

Religioso segue peregrinação e nunca esquece de mandar mensagem aos mogianos por meio de O Diário

DARWIN VALENTEPublicado em 14/10/2021 às 06:30Atualizado há 2 meses

Com as forças revigoradas, após o descanso em Los Arcos, aonde chegou a fazer um show em plena praça da cidade, o padre Alessandro Campos iniciou nova etapa na caminhada rumo à Catedral de Santiago de Compostela. Mas a meta do dia não era nem um pouco modesta para ele e seus dois acompanhantes, que ainda enfrentam o impacto do início da missão, a qual exige a cobertura de algumas dezenas de quilômetros a cada etapa.

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Antes deixar a área urbana e confortável da cidade de Los Arcos, o padre Alessandro voltou à igreja onde esteve durante o dia, para acompanhar uma celebração de início de noite e se extasiar diante das belezas preservadas ao longo dos anos, talvez séculos, no conjunto arquitetônico composto por altares, púlpitos e bancos de madeira entalhados a mão por artesãos europeus em estilos muito próprios daquela região, famosa por seus templos antigos e de características muito próprias e características daquela região do país basco.

O som muito próprio de um órgão de tubos oferecia à igreja um ambiente muito propício ao contar com o Supremo. A música sacra era o acompanhamento ideal para que ouvidos e olhos se juntassem a percorrer as paredes douradas do templo, onde grandes imagens, a maioria delas esculpidas também em madeira, se equilibravam sobre nichos especialmente  instalados para recebê-las, alguns metros acima das cabeças dos visitantes.

A grandiosidade do espaço parecia ganhar ainda mais imponência com as pinturas a óleo de figuras sacras  espalhadas pelo teto do templo.

A missa contou com a participação do público local, já livre das máscaras, e de visitantes de passagem pela cidade, todos guardando o devido distanciamento social.

A emoção causada pelo que viram ajudou no bom sono, antes da partida para Logroño, 30 km à frente. De volta às estradas rurais, de terra batida, o contato com uvas dulcíssimas, que um dos acompanhantes do padre tomou emprestadas de uma parreira à margem da estrada. Na pausa, após os primeiros 5 km, uma constatação: “Não é fácil não, mas vale a pena. É uma caminhada de aprendizado. A cada dia que passa, eu tenho aprendido o que é superação, limites, humildade. Mas o que a gente aprende, na verdade, é que precisamos de muito pouco para ser feliz. O ser humano só precisa daquilo que é essencial para viver. O restante, é supérfluo”, filosofou o religioso, antes de mandar uma bênção ao público de Mogi e demais localidades que acompanham o seu passeio por meio do site deste jornal, replicado em centenas de redes sociais por todo o País.

A caminhada permitiu que o religioso e os seus acompanhantes -Thiago Gomes, e Claudio Silva, o “Zum”, integrantes de sua banda e equipe de trabalho – chegassem a tempo à cidade de Logroño para que padre Alessandro Campos participasse de uma missa na igreja daquela localidade, também de características arquitetônicas ímpares, na condição de concelebrante, ao lado  do padre local, ambos usando máscaras.

Batina branca, com detalhes em verde, padre Alessandro arranhou um espanhol um tanto duvidoso, ao participar das leituras  nos momentos de mais importantes da celebração.

A igreja de Logroño, explicou ele mais tarde, era também de Santiago e o grupo brasileiro logo fez amizade com um casal  ligado à paróquia, que costuma receber peregrinos durante todos os dias do ano. Na quarta-feira (13) foi o dia de Alessandro e seus dois companheiros. Lá, eles iriam pernoitar para seguir adiante logo pela manhã. Afinal, a meta de chegar a Compostela não pode exceder ao dia 3 de novembro. Por isso, é bom mesmo colocar o pé e a fé na estrada... Até amanhã.

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