MENU
BUSCAR
Frio

Produtos rurais ficarão mais caros no Alto Tietê, após geada

Coordenadora do setor agronômico do Sindicato Rural de Mogi, Juliana Monteiro, diz que perdas aconteceram em toda a Região, o que afeta o valor de venda.

Larissa RodriguesPublicado em 20/07/2021 às 13:51Atualizado em 20/07/2021 às 13:51
Produtores registraram a geada em diversos pontos de Mogi / Arquivo Pessoal - Fernanda Vieira
Produtores registraram a geada em diversos pontos de Mogi / Arquivo Pessoal - Fernanda Vieira

Ainda não é possível mensurar a quantidade de plantações perdidas por conta da geada registrada na madrugada desta terça-feira (20), que atingiu diversas cidades do Alto Tietê. Ainda assim, a coordenadora do setor agronômico do Sindicato Rural de Mogi, Juliana Monteiro, diz que os preços dos produtos agrícolas deverão subir. A Região não foi a única do Cinturão Verde a ser atingida e, por isso, a oferta de produtos diminui, enquanto a demanda aumenta junto aos valores de venda.

“Leva um tempo para fazer esse levantamento exato das perdas, porque tudo depende da recuperação das plantas. Tem lugar que está nublado e vai descongelar mais devagar, então não tem um processo tão agressivo. Tudo vai depender também da severidade em que a geada chegou naquela produção e o tempo em que ela ficou exposta. Esses fatores fazer a diferença dentro da célula da planta”, explica Juliana.

LEIA TAMBÉM: Mogi registra geada; produtores rurais perdem parte da produção

Ela conta que, além de Mogi das Cruzes, cidades como Biritiba Mirim, Salesópolis e Suzano foram afetadas. Na outra ponta do Cinturão Verde, Ibiúna também sofreu as consequências da geada. Tudo isso diminui a oferta de produtos em todo o Estado. Então, quem tiver para vender, deverá elevar os preços, seguindo a “lei da oferta e da procura”.

No início deste mês, as geadas também afetaram produções da cidade, mas não de maneira tão agressiva. Assim, foi possível recuperar grande parte do cultivo. Para evitar que o frio cause esse estrago, é possível usar alguns artifícios, como a irrigação durante a madrugada e fazer fogo para que a fumaça simule a neblina. Isso, entretanto, demanda mão de obra e um grande investimento.

“Os próximos três dias também deverão ser de bastante de frio. Isso nos preocupa, porque pode resultar em mais perdas. Nós, como Sindicato, vamos em busca da Secretaria Estadual de Agricultura para encontrar formas de ajudar o produtor rural”, garante a coordenadora.

ÚLTIMAS DE Cidades