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Protesto e tumulto em frente à Prefeitura de Mogi; veja fotos e vídeo

Prefeito Caio Cunha se recusou a atender a comissão formada por líderes de movimentos, vereadores e moradores para discutir a proposta de remissão das taxas do ISS para regularizar as construções

Silvia Chimello Publicado em 15/10/2021 às 16:04Atualizado há 3 meses

Clima tenso em frente à Prefeitura de Mogi na tarde desta sexta-feira (15). Dezenas de pessoas que protestaram contra a cobrança do ISS de construções irregulares ameaçavam invadir o prédio da Administração Municipal

Houve tumulto e muita confusão, mas os agentes da Guarda Municipal conseguiram controlar as pessoas que ameaçavam invadir no saguão do prédio.

A situaçao se complicou ainda mais quando começou a chover. Apesar dos apelos de pessoas com crianças e idosos, ninguém teve permissão para entrar no local.

Pessoas revoltadas xingaram e pediram para o prefeito Caio Cunha (PODE) sair do seu gabinete para conversar com eles, porém isso não aconteceu .

Uma comissão integrada por líderes do Movimento IPTU Ilegal Não, Fiscaliza Mogi,  Câmara Fiscalizadora, além de vereadores conseguiu entrar no prédio. Quem atendeu foi o titular da Pasta de Finanças, Ricardo Abílio, mas o grupo se recusou a falar com secretário. Apesar da insistência para discutir o assunto diretamente com o prefeito, o grupo não teve sucesso, porque Caio Cunha se negou a receber.

Quando sairam do prédio para comunicar a situação aos manifestantes que esperavam do lado de fora, representantes da Comissão criticaram e já disseram que as manifestações não vão parar. Eles já anunciaram um novo protesto para o dia 19, às 15 horas, em frente à Câmara de Vereadores.

Os vereadores Inês Paz (PSO), Francimário Vieira Farofa (PL), José Luiz Furtado (PSDB) e Marcelo Braz (PSDB) foram os que participaram do movimento 

LEIA TAMBÉM: Câmara de Mogi aprova projeto de lei que proíbe aumento real do IPTU

Muitos cartazes, fotos e gritos de protestos contra o prefeito. Todos pedem a remissão total da cobrança do tributo.

São moradores de diversos bairros que não concordam com o valor da cobrança, que deverá atingir cerca 27 mil proprietários de imóveis. Diversas famílias são residentes em locais mais afastados da cidade, como Jardim Margarida, Piatã, Novo Horizonte, entre outras regiões da Divisa, um área de vulnerabiliade no município.

O protesto reuniu pessoas do Jardim Aeroporto, Conjunto Santo Ângelo, Braz Cubas e Jundipeba e outros pontos da cidade.

Para comprovar os valores considerados "exorbitantes", alguns levaram os comprovantes para mostrar as taxas que estão sendo cobradas com valores que vão de R$ 700 a R$ 12 mil. 

O protesto começou em frente à Câmara às 15 horas. Cerca de 200 pessoas se reuniram no local e logo depois seguiram até a Prefeitura.

O Diário aguarda um posicionamento da Prefeitura sobre o episódio. 

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