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Saiba tudo sobre o 'Viva Mogi!', programa que promete desenhar uma nova cidade

Embora todas as obras do programa sejam importantes, só terão sentido, na visão do prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (PODE), se forem pensadas para o “bem-estar e na qualidade de vida da população”

Heitor Herruso Publicado em 27/08/2021 às 13:52Atualizado há 1 mês
Arte: O Diário
Arte: O Diário

*Essa matéria faz parte de uma série de reportagens especiais sobre o 'Viva Mogi!' (veja links abaixo)

Mogi das Cruzes vai ganhar novos ares, novas paisagens, novas cores. É o que mostra O Diário neste suplemento especial que marca os 461 anos da cidade. A escolha em projetar o futuro e não contar histórias do passado para comemorar a data é essencial neste momento em que se discute o Programa “Viva Mogi!”, garantido graças a um financiamento de US$ 69,4 milhões. Esta série de reportagens vai ajudar a entender o projeto e suas consequências na qualidade de vida do mogiano.

Boa leitura!

Aumento na qualidade de vida dos mogianos

Embora todas as obras do ‘Viva Mogi!’ sejam “estruturantes” e representem “investimentos importantes para a cidade”, só terão sentido, na visão do prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (PODE), se forem pensadas para o “bem-estar e na qualidade de vida da população”. Essa é a visão que ele, enquanto gestor municipal, pretende imprimir em um programa cujos investimentos superam os R$ 450 milhões, tendo como premissa uma “nova percepção de valorização da cidade”.

Na edição publicada neste sábado, O Diário detalha o projeto, que recentemente passou por mudanças. A principal delas, no entanto, está contida em uma das falas de Cunha. “A gente quer celebrar a cidade. Até por isso o nome ‘Viva Mogi!’”.

O que a nova gestão municipal fez, ao revisitar e redesenhar o antigo programa ‘Mogi + Ecotietê’, foi imprimir uma nova identidade ao projeto, sem alterar o financiamento milionário acordado entre o município e a CAF (Cooperação Andina de Fomento) – o Banco de Desenvolvimento de América Latina. 

Uma das novidades que fazem parte do pacote do aniversário da cidade é a expansão dos objetivos de desenvolvimento sustentável para além da região leste do município. Vem muito mais por aí, garante o prefeito. E tudo sob o mesmo nome, garantindo uma identidade única.

A marca ‘Viva Mogi!  “acaba sendo um guarda-chuva de tantos outros projetos estruturantes que nós faremos por toda a cidade”, promete Cunha. Exemplos de futuros investimentos, que ainda não foram detalhados, são obras de revitalização do Parque Botyra Camorim Gatti e também a continuidade do anel viário da cidade, na região de Jundiapeba.

A defesa é por uma Mogi mais moderna, mais conectada e mais ecológica. “Não quero finalizar meu mandato sendo conhecido como prefeito que fez túnel, ponte ou prédio, mas sim como o prefeito que esteve perto das pessoas e trabalhou para dar qualidade de vida a elas”, projeta Cunha, mesmo que ainda restem pelo menos três anos e quatro meses de seu primeiro mandato, assumido em janeiro deste 2021.

Para que isso aconteça, é preciso trabalhar. E muito. “Mogi cresceu e agora precisa se desenvolver. Não quero uma Mogi de um milhão de habitantes, ou de 600 mil habitantes. Quero dar qualidade de vida para os 450 mil habitantes, e estou focado no desenvolvimento, não no crescimento de pessoas, carros e prédios”.

O prefeito continua: “embora tenha melhorado muito nos últimos anos, o mogiano ainda vai pra São Paulo, sempre valoriza o externo do que o interno. Temos essa percepção nova de valorização, desde o potencial ambiental e turístico como de trazer novas empresas para cá”.

O desenvolvimento em torno dos 30 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas a serem instaladas na cidade, somados aos seis quilômetros de novas vias, devem fazer, acredita o chefe do Executivo, “com que o pai e a mãe de família não precisem se deslocar para capital para trabalhar”, como ele próprio relata ter feito por 12 anos. 

“É inadmissível que uma cidade perto das principais rodovias do país, e a 30 minutos do mundo, já que é possível pegar avião em Guarulhos, ainda tenha 30% da população que trabalha fora”, avalia. Além disso, resume, “saneamento básico é qualidade de vida”, assim como “investir em meios rápidos e eficientes de transporte e potencializar ciclovias”.

Outro ponto são os benefícios socioambientais, traduzidos na figura de dois novos parques nas avenidas Antônio de Almeida e Francisco Rodrigues Filho. “Dizem que o shopping é a praia do paulista, e aqui a gente quer romper com isso. Temos área verde incrível, e vamos proporcionar estes espaços para que a população desfrute de lazer, esportes, cultura e educação ambiental”.

Faz parte da visão de Cunha um modelo mais participativo. Ele quer envolver o cidadão na tomada de decisões, “provocando as pessoas a participar”. Isso, garante, acontecerá por meio da recém-lançada plataforma digital ‘Participa Mogi’. “É um começo de projeto, um pontapé do que esperamos fazer na cidade nos próximos anos”.

A manutenção e expansão de investimentos são registradas, considerando-se a pandemia e retração econômica. Aliás, o ainda presente novo coronavírus implica na não realização de atrações no aniversário da cidade. Mas o prefeito mostra alguma das ações, que assim como o lançamento oficial do ‘Viva Mogi!’ ao munícipe, vão celebrar os 461 anos do município. “No dia 1º, vamos ter algo inédito, que é o documentário ‘Serráqueos’ sendo exibido no Cinemark, em duas salas. Teremos uma ação no Cemforpe com a Orquestra Sinfônica, e no decorrer do dia, diversas outras ações”, encerra.

Quer ficar por dentro de todos os detalhes do 'Viva Mogi!'? É só clicar em nossas reportagens especiais, que abordam cada um dos segmentos do programa:

https://www.youtube.com/watch?v=9kaG0BdrFNg

- 'Viva Mogi! Saneamento' quer águas mais limpas para a cidade

- Seis quilômetros de novas vias prometem desafogar o trânsito em César de Souza

- Até que enfim! Programa 'Viva Mogi!' criará rede cicloviária de 30km na cidade

- Abandonado, rio Tietê é o protagonista do 'Viva Mogi!'

- Vem aí: dois novos parques e ampliação do Centenário em Mogi

-  Prazo para que todas as obras do 'Viva Mogi!' saiam do papel é 2025

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