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Avaliação

Semae considera positivo 44º lugar no ranking do saneamento

Autarquia diz que Mogi tem a taxa de cobrança mais baixa do Alto Tietê e ressalta que a cidade avançou nove posições no levantamento.

Larissa RodriguesPublicado em 05/05/2021 às 10:20Atualizado há 2 meses
Semae destaca os investimentos que tem feito na cidade / Divulgação
Semae destaca os investimentos que tem feito na cidade / Divulgação

O “Ranking do Saneamento 2021”, elaborado em conjunto pelo Instituto Trata Brasil e consultoria GO Associados, colocou Mogi das Cruzes na 44ª posição da lista. Avaliando as 100 maiores cidades do Brasil, outros municípios do Alto Tietê entraram para a seleção. Suzano foi o destaque, em 10º lugar, enquanto Itaquaquecetuba foi classificada em 70ª. O Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) considera a colocação de Mogi positiva, já que a cidade avançou nove posições na comparação com o levantamento de 2020.

Para a elaboração do ranking, são utilizados dados colhidos dois anos antes. O de 2021 é com base nos números de 2019. Foi em 2019, inclusive, a última vez que o Semae reajustou a tarifa de cobrança. A autarquia lembra que atualmente tem a menor da Região.

Considerando a primeira faixa de consumo residencial (até 10 mil litros por mês), que concentra o maior percentual de clientes no município, o valor cobrado pelo Semae é de R$ 37,63 (água e esgoto). Nas demais cidades do Alto Tietê, atendidas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na mesma faixa de consumo e também residencial, a partir do dia 10 de maio deste ano a tarifa será de R$ 58, o que dá 54,13% a mais que em Mogi.

No levantamento, Mogi indicadores melhores que 16 capitais do país, como Vitória (48ª posição), Aracajú (56ª) e Cuiabá (60ª), e de cidades maiores e mais ricas, como Osasco (46ª) e São Bernardo do Campo (55ª).

Investimentos

Em parceria com a Prefeitura, o Semae garante que vem investindo na melhoria e ampliação dos serviços de saneamento. Na área de abastecimento de água, o destaque é a Setorização da Região Leste, que é uma divisão de uma grande área de distribuição em sistemas menores para aperfeiçoar o fornecimento de água, agilizar manutenções e diminuir perdas.

Os bairros são os atendidos pela Estação de Tratamento de Água (ETA) do Socorro, e vão de Sabaúna à Vila Oroxó, passando por Botujuru, todo distrito de César de Souza, Jardim Maricá, Ponte Grande, Jardim Aracy e Itapety, ao longo da margem direita do rio Tietê. O investimento total previsto nas obras de setorização da região leste é de R$ 6,7 milhões.

A autarquia destaca que já contratou a ampliação da automação, telemetria (controle das unidades de abastecimento por comunicação sem fio) e telesupervisão, com foco em coleta de dados para controle e redução de perdas de água no sistema de distribuição – atualmente, está em fase de projeto executivo.

O investimento será de pouco mais de R$ 3 milhões, sendo R$ 2,6 milhões do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e R$ 455 mil de contrapartida. A previsão é de que os serviços sejam concluídos em um ano, incluindo implantação de nova sala de controle, painéis, medidores e integração das unidades que serão monitoradas.

Na área de coleta e tratamento de esgoto, entre os principais investimentos estão as obras de esgotamento sanitário do Botujuru e parte de César de Souza, com investimento de R$ 37,3 milhões, e de esgotamento sanitário em Jundiapeba (R$ 9,5 milhões). As duas obras são gerenciadas pela Prefeitura e, após a conclusão, o Semae assumirá a operação dos sistemas. Também em Jundiapeba, a autarquia investe R$ 4,3 milhões na reforma e modernização da Estação Elevatória de Esgoto Indonésia, que ampliará a capacidade de bombeamento/tratamento de esgoto no distrito.

O Semae garantiu o repasse de R$ 15,1 milhões do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), após aprovação do projeto elaborado pela autarquia para implantação de um sistema de esgotamento sanitário no núcleo urbano isolado do Parque Varinhas, no distrito de Jundiapeba. O contrato com o Banco do Brasil (agente financeiro do Fehidro) foi assinado em abril. Somando a contrapartida do Semae, que será de R$ 1,8 milhão, o investimento total previsto na obra alcançará R$ 16,9 milhões.

Em março, foi assinado contrato para repasse de R$ 882.281,26 (também do Fehidro) para construção de um coletor-tronco de esgotos, que atenderá mais de 4,4 mil moradores da região da Praça Deputado Paulo Kobayashi (conhecida como Praça do Oito), no Parque Santana. O investimento total previsto será superior a R$ 1 milhão – incluindo a contrapartida da autarquia, de R$ 126.244,11.

Com a assinatura dos contratos, tanto do coletor quanto do esgotamento sanitário do Parque Varinhas, o próximo passo é o envio de projetos de lei à Câmara Municipal que autorizem o recebimento dos recursos, e posterior abertura dos processos de licitação que definirão as empresas responsáveis pela execução da obra.

A Prefeitura a licitação para construção do coletor-tronco de esgotos na margem direita do Ribeirão Ipiranga, entre o Parque Morumbi e o Centro, com um total de 6,7 quilômetros. O investimento será de R$ 6.221.142,11, com recursos do Governo Federal.

Os projetos de melhoria para a região leste preveem R$ 145,6 milhões em ações de saneamento, como a ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de César de Souza, redes de abastecimento de água e de coleta de esgoto em Cezar de Souza e saneamento ambiental do Córrego Lavapés e Córrego dos Corvos.

A licitação para ampliação da ETE já foi concluída, com valor de R$ 32.637.774,45. São previstas várias intervenções nos principais processos e operações para ampliação da capacidade da ETE, passando de 142 para 460 litros de esgoto tratado por segundo. O prazo estimado de execução da obra é de três anos.

Desta forma, independentemente da posição que ocupe no ranking, o Semae e a Prefeitura garantem que seguem trabalhando para aumentar os índices de atendimento em abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto à população de Mogi, cobrando um valor menor que nas demais cidades da região, garantindo qualidade de vida para os mogianos.

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