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MEMÓRIA

Vítima da Covid, professora Maria Fátima Nascimento morre aos 57 anos

Amigos e professores lamentam a partida da educadora que atuou em escolas de Mogi como Sesi e São Marcos

Eliane JoséPublicado em 14/10/2021 às 10:07Atualizado há 2 meses
Maria de Fátima morava em Braz Cubas e atuou em unidades do Sesi, São Marcos e da Prefeitura / Reprodução/Facebook
Maria de Fátima morava em Braz Cubas e atuou em unidades do Sesi, São Marcos e da Prefeitura / Reprodução/Facebook

Professora que atuou em escolas mogianas, Maria  Fátima Nascimento Galanti faleceu aos 57 anos, após lutar pela vida durante semanas. Ela estava com a família, em Minas Gerais, quando os primeiros sintomas da doença começaram e foram confirmados. Desde meados de setembro, permaneceu internada na Santa Casa de São João Del Rei.

Maria Fátima era mineira. Nascida em Madre de Deus, estudou na Universidade Federal de Viçosa, e tinha na poesia e na didática humanista um método de ensino que cativava alunos e educadores nas aulas de português.

Em suas redes sociais, é possível acompanhar declamações feitas por ela das obras clássicas de poetas, e a aprovação de seguidores ao que move, aliás, a educação: a  arte como modelo de construção humana. Ela interpretava e também copiava as poesias em seu perfil no Facebook.

Esse amor e crença na educação é destacado em comentários de amigos e ex-alunos desde as primeiras horas de hoje (14), quando a notícia do falecimento começou a circular em Mogi das Cruzes.

Ela residia em Braz Cubas, e atuou em unidades do Sesi, São Marcos e da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Também era muito presente e querida nas atividades realizadas pela comunidade Igreja de Nossa Senhora Aparecida, São Roque, do Distrito de Braz Cubas.

Para João Pinto de Souza, integrante da comunidade, a partida de Maria Fátima será muito lamentada. "Ela era muito devota e assídua participante das atividades da igreja".

A paróquia enfrentou, no ano passado, uma perda sensível: a morte do padre Francisco Deragil, também após ser contaminado pela Covid-19.

João afirma que a professora vinha se tratando dos sintomas da Covid, que também infectou familiares próximos. Ela já havia tomado as duas doses da vacina. "Infelizmente, perdemos uma devota do Divino, participante de todas as alvoradas e missas de domingo. A nossa comunidade tem mais uma marca muito triste desta pandemia", comentou.

Nas redes sociais de Maria Fátima, os comentários ajudam a traçar o perfil da educadora. O professor Gustavo Petrim, que atua no Sesi de Mogi das Cruzes, foi aluno e companheiro no magistério. "Foram 7 anos como seu aluno. Nenhum outro professor ou professora participou tanto tempo da minha formação. Além disso, tive o enorme prazer de dividir a sala dos professores com a senhora, sendo colega de trabalho. Pena que foi tão pouquinho. A senhora deixará um legado enorrrme, pois mudou a vida de centenas, se não milhares de alunos".

Já Rita Elaine Oliveira, compartilhou a apresentação de E agora, José? "Descanse em paz minha amiga, que Deus conforte os corações de todos os familiares"

Em um post do ano passado, Maria Fátima apresentou o clássico da poesia nacional, E agora, José?, publicada em 1942. ".. quando (Carlos Drummond de Andrade) escreve 'Mas você não morre/Você é duro José...' Constatamos que em 'José' há força e capacidade de resiliência nos momentos de adversidades. Nos versos finais do poema, José marcha, sobrevive, continua o camnho, resiste".

Maria Fátima será sepultada às 16 horas da tarde de hoje (14) na cidade onde nasceu, Madre de Deus. Ela deixa o marido, Sebastião Galanti, os filhos Lucas e Thiago, a mãe, Maria Aparecida, e os irmãos Clara, José Lúcio e João Bosco.

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