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EDUCAÇÃO MUSICAL

Renovação do 'Pequenos Músicos', que atende 11 mil crianças, ainda é dúvida

Projeto de musicalização infantil em Mogi aguarda, desde fevereiro, a assinatura do contrato de renovação com a entidade responsável, a Sinfônica Mogi

Heitor HerrusoPublicado em 23/04/2021 às 19:06Atualizado há 3 meses
Divulgação - Sinfônica Mogi
Divulgação - Sinfônica Mogi

Segue nebulosa a continuidade do projeto ‘Pequenos Músicos... Primeiros Acordes na Escola’. A O Diário, a Sinfônica Mogi, entidade responsável pela gestão das atividades que atendem a quase 11 mil crianças, garante que o contrato deve ser assinado em breve, valendo não mais por 12 meses, e sim por sete. Mas a prefeitura não confirma isso. Na verdade, a reportagem pede esclarecimentos oficiais à Secretaria de Educação desde segunda-feira (19), mas não obtém retorno deste então.

“Estou esperando a assinatura do contrato. A informação que nos passaram é que já está praticamente pronto esse processo, e que nos próximos dias acontecerá a assinatura”, afirma Lelis Gerson, maestro e diretor artístico da Associação Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes.

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Lelis, aliás, atualiza a situação. Antes prevista para valer por 12 meses, a renovação agora será de apenas sete. Ou seja, o projeto ‘Pequenos Músicos’, em teoria, existirá apenas entre abril (se a assinatura for concretizada ainda dentro deste mês) e outubro.

“São sete meses porque tem um teto, de 2.460 milhões. Com esse valor, para a gente não fazer nenhuma dispensa de funcionários e nem reduzir salários, foi possível desenvolver o projeto em sete meses”, diz ele.

Vale lembrar que o acordo original estabelece um repasse anual de R$ 4,5 milhões, dos quais cerca de 90% são utilizados para pagamentos relacionados a Recursos Humanos, e o restante fica reservado para manutenções, como a dos instrumentos.

Como não há contrato desde dezembro, não houve repasse de verba para a entidade em 2021. Ou seja, não foi possível pagar o salário dos 70 profissionais envolvidos no ‘Pequenos Músicos’ – sendo 65 professores/músicos e cinco da administração.

Em fevereiro, Lelis garantiu a , o que envolvia o pagamento destes salários. Agora, o maestro apenas diz que “os meses anteriores estão sendo negociados com a prefeitura”, mas “fora desse contrato”.

Aliás, é somente depois das assinaturas que as aulas à distância devem começar. “Estamos apenas aguardando”, finaliza o maestro, que protocolou, por exigência da prefeitura, uma “readequação do plano de trabalho para a situação pandêmica” no último dia 24 de fevereiro. 

Em 5 de março, https://odiariodemogi.net.br/cidades/segue-pendente-o-contrato-do-projeto-pequenos-m%C3%BAsicos-1.10833. A Educação prometeu, na época, dar “um parecer sobre a viabilidade financeira o mais rápido possível". Contudo, 50 dias depois, ainda não há nenhuma resposta oficial.

A reportagem procura a administração municipal desde segunda-feira (19), mas até o momento nenhuma das perguntas enviadas foi respondida.

 Relembre o caso

No dia 16 de fevereiro, a Sinfônica Mogi trouxe à tona a polêmica, anunciando no Facebook que não mais faria a gestão do projeto ‘Pequenos Músicos... Primeiros Acordes na Escola’. O comunicado gerou revolta na comunidade, já que 10,5 mil alunos de 21 escolas municipais são por ele atendidos, com foco em educação musical. 

Para se ter ideia da força da sociedade civil, mais de cinco mil pessoas assinaram um abaixo-assinado, criado pela mãe de um aluno do Centro Municipal de Programas Educacionais (Cempre) Professor José Limongi Sobrinho, escola que se consagrou, pelo projeto, bi-campeã estadual e nacional de bandas e fanfarras.

À época, Caio Cunha (PODE) se manifestou, dizendo que a iniciativa “não acabou”, e que “sequer foi cogitado o seu cancelamento”. Porém, o prefeito disse que “questões” precisavam ser “corrigidas”, e então teve início uma sequência de conversas entre a Sinfônica Mogi e a prefeitura.

No dia 19 de fevereiro, uma reunião amigável entre Cunha e o maestro Lelis Gerson parecia ter resolvido o problema. Ficou acordado que a entidade apresentaria a tal “readequação do plano de trabalho para a situação pandêmica”, o que de fato aconteceu ainda naquele mês. E desde então os envolvidos aguardam o “parecer” da Procuradoria Geral do Município.

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