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CULTURA

Sesc Mogi tem ampla programação musical

Várias bandas e estilos se apresentam às quintas e domingos, de graça; público precisa apresentar comprovante de vacinação

O DiárioPublicado em 06/01/2022 às 17:14Atualizado há 15 dias
Divulgação - Sesc
Divulgação - Sesc

O Sesc Mogi oferece ampla programação de apresentações musicais neste início de ano. Os interessados devem apresentar comprovante de pelo menos duas doses da vacina contra a Covid-19 e o uso de máscara segue obrigatório.

Nesta quinta-feira (6), a atração é o show da Banda Embalanço, das 20h às 21h20. A banda tem mais de 10 anos de carreira e passagem em muitas casas de show e de cultura. Ela apresentará no Sesc Mogi o sambarock do clássico ao contemporâneo, passando por músicas autorais, e promete deixar a plateia muito animada!

Neste domingo (9), a programação será o show "Lavagem Com Flores e Cheiros do Samba de Roda Nega Duda", das 16h30 às 17h45. Conduzido pela cantora e compositora Ducineia Cardoso, mais conhecida como Nega Duda, referência do samba de roda baiano na capital paulista, o cortejo de lavagem com flores e cheiros do Samba de roda Nega Duda vêm para atrair boas energias para o novo ano que se inicia. O Samba de Roda Nega Duda tornou-se importante lócus artístico de um substrato rico da cultura brasileira. Além dos shows, o grupo é comprometido com a cultura baiana do Samba de Roda e com sua luta pela continuidade desse patrimônio histórico e artístico da nossa cultura. Já é reconhecido pela Associação de Sambadores e Sambadoras do Estado da Bahia.

Já no próximo dia 13, das 20 às 21h20, Brenô e Banda se apresentam no local. Ele é cantor, violonista e compositor residente em Mogi das Cruzes, e junto com sua banda formada por Kaue Caldas na bateria, Edson Primo na guitarra, Evandro Andrade no Baixo e Vitor Arantes no teclado, traz em seus shows ritmos diversos como MPB, reggae, pop e groove, através de suas músicas autorais e da interpretação de sucessos de grandes cantores.

No domingo (16), a atração é o show "Papisa", das 16h30 às 17h45. Com influências do rock alternativo, indie rock e dream pop, Papisa apresenta um show inspirado na espiritualidade e na energia feminina, numa apresentação ritualística e sensorial. Papisa é Rita Oliva, cantora, compositora e produtora que integrou as bandas Cabana Café e Parati até lançar seu trabalho solo com o EP Papisa (PWR Records, 2016), seguido pelo single Pressão (Freak, 2017), o disco "Fenda" (2019) e o seu irmão "Remixes da Fenda" (2020). Seu som flerta com rock alternativo, indie rock e dream pop sem deixar de ser brasileiro, e é em grande parte produzido por ela mesma, em seu estúdio pessoal. Buscando inspiração na espiritualidade, na energia feminina e na criação de pontes entre o visível e o invisível, os shows têm um caráter ritualístico e sensorial. Papisa já passou por palcos e festivais como Bananada (GO), Festival Picnik (DF), Festival Path (SP), Sesc Santana (SP), Sonora Festival (SP), Festival Contato (SP), SESC Pompeia (SP) e Sesc Bom Retiro (SP), e também foi para fora do país até o cultuado festival SXSW em Austin, Texas (EUA), e a Portugal, onde gravou single e videoclipe.

Em seu quinto ano de estrada, Papisa se firmou como um dos mais importantes expoentes da nova música no país. Atualmente, a artista produz músicas inéditas e prepara uma experiência multidimensional para apresentar ao público, dando sequência ao registro que marca sua carreira: potente, amplo e transversal, como ela mesma crê que o tempo e a história são.

Emblues Beer Band se apresentará no próximo dia 20, das 20h às 21h20. Em uma mescla de Jazz, Blues, Folk e a música regional Brasileira, o Emblues Beer Band apresenta musicais autorais e versões de clássicos com instrumentos nada convencionais e muito humor.

No dia 23 de janeiro será a vez de Tuco Pellegrino, das 16h30 às 17h45. Cantor, compositor e pesquisador da nova geração do samba, Tuco Pellegrino preocupa-se em divulgar o repertório dos primórdios do samba, das primeiras escolas de samba do Rio de Janeiro, além do repertório de compositores que perpetuaram essa tradição musical. "...é o garoto que vai dando continuidade às coisas da nossa portela." (Monarco)

O sambista Tuco Pellegrino, nascido em abril de 1979, sempre teve raízes ligadas à música. Filho de uma talentosa pianista, conviveu desde cedo com notas musicais, harmonias e compassos. Foi ouvindo o 1º álbum da Velha Guarda da Portela, "Passado de Glória" (1970), produzido por Paulinho da Viola, que teve o despertar para a música, o que marcou a sua vida, entre estudos e pesquisas, influenciando definitivamente sua trajetória artística.

Fundou com amigos o grupo "Passado de Glória", exclusivamente voltado para cantar antigos sambas de compositores da "Época de Ouro do Rádio" e das tradicionais escolas de samba cariocas, originando, mais tarde, o lendário "Grêmio Recreativo de Tradição e Pesquisa Morro das Pedras". Foi nesta época que conheceu Cristina Buarque - numa das inúmeras homenagens que o grupo desenvolvia - convidada para celebrar o repertório de sambas do compositor Oswaldo dos Santos, o Alvaiade da Portela. Daí em diante, a amizade com Cristina enriqueceu ainda mais seu repertório e o levou a outro pilar igualmente determinante em sua formação: Hildemar Diniz, o Monarco da Portela, com quem tem compartilhado um vasto universo de sambas de terreiro, muitos deles ainda inéditos, em diversos encontros e apresentações.

Tuco já se apresentou no Espaço Cuca (SP), Galeria Olido (SP), Teatro Rival (RJ), teatros do SESC-SP, Teatro Fecap (SP) e Teatro João Ceschiati, no Palácio das Artes (BH), entre outros teatros e casas de shows pelo Brasil. Gravou em 2008 o disco "Cristina Buarque e Terreiro Grande ao vivo", com o grupo que fundara e seria importante referência para sua geração. O álbum foi finalista do Prêmio TIM de Música do ano, além de render registro no programa "Ensaio" da TV Cultura, de São Paulo.

Em 2010, gravou ao vivo o álbum "Peso é Peso", com repertório fruto de profunda pesquisa, inclusive contendo diversas composições inéditas de alguns dos maiores expoentes do samba de todos os tempos, tais como Paulo da Portela, Nelson Cavaquinho e Manacéia. O disco contou com a participação do Monarco , Nelson Sargento e Cristina Buarque e teve grande repercussão , abrindo as portas para que Tuco voltasse ao programa Ensaio, comandado por Fernando Faro, no início de 2014 - desta vez em carreira solo.

Desde então, além de continuar se apresentando em diversas capitais do Brasil, e conquistar no gogó o público amante da boa música brasileira, Tuco trilhou um caminho que lhe deu fôlego para preparar seu segundo registro, o recém lançado "Na

Contramão do Progresso". Neste álbum, o cantor registra em estúdio somente músicas próprias com compositores de sua geração, além de apresentar o aval e as parcerias firmadas com as lendas do samba Monarco e Waldir 59.

Dona da Rua sobirá ao palco no próximo dia 27, das 20 às 21h20. O grupo é formado por mulheres instrumentistas, cantoras e compositoras, fortalecendo a representatividade da mulher nessa conjuntura. Com versos como "Um samba pra te dar coragem", "Não sou mulher de arregar" e "Nos vemos nas ruas", o grupo marca sua personalidade interpretando músicas inseridas no contexto da experiência de mulheres diante de situações de discriminação de gênero, raça e classe social. Composto de sambas originais e outros sambas já consagrados, o repertório do grupo inclui importantes nomes, dentre os quais Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra, Alcione, Clara Nunes e Clementina de Jesus. Integram o grupo Lívia Barros (voz), Helô Ferreira (violão 6 e 7 cordas) e Juliana Rodrigues (piano), que estão em processo de produção do primeiro álbum da formação - "Samba-Revolução" - com lançamento previsto para 2022.

No dia 30 de janeiro, o público pode conferir a DJ Bia Sankofa, das 16h30 às 17h45. Residente em Cidade Tiradentes, DJ Bia Sankofa é pesquisadora e profunda conhecedora da black music, apresentando um set composto por influências de matrizes africanas através do Hip- Hop e Afro-Brasilidades. Pesquisadora de músicas africanas como Funaná, Souks, Kizomba, Kuduru, Marrabenta e Afropop. Sua trajetória está ligada com movimento cultural periférico e articulada com outras linguagens artísticas como literatura, teatro, capoeira, Hip Hop e ritmos afro percussivos.

Participou do projeto de música experimental entre DJ/ Hip Hop e Percussão - Dos Tambores ao Toca Discos, realizado pelo DJ ErryG. Integrou as Co Curadorias regionais do 6° Enocntro de DJS de Hip Hop da Cidade de São Paulo em conjunto com DJ Eric Jay e DJ Clevinho idealizado pelo Instituto Cultural Dandara. Discotecou no Lançamento do documentário e do livro em SP "Selva de Pedra - A Fortaleza Noiada", de Preto Zezé - produtor cultural, educador e ex-coordenador-geral da Central Única das Favelas (CUFA) e no show de abertura da cantora Karol Conka no Projeto Domingo na ZL, organizado pelo SESI-SP em parceria com a Movimentar Produções.

Apresentou-se como DJ convidada no XII Seminário Prazer em Ler do Instituto C&A em Parceria com Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias e da Festa de lançamento do Videoclipe de rap Motoboy, produzida pelo rapper Emicida - Lab Fantasma. DJ residente no Programa InterPRETAção (TV WEB) juntamente com Apresentador e Rapper Panikinho e Fundador da Wapi Brasil e o Sarau Resistência Prata, organizado pelo Coletivo Força Ativa.

O Sesc Mogi das Cruzes fica na rua Rogerio Tácola, 118, no bairro do Socorro.

O horário de funcionamento é de terça a sexta, das 13h às 22h. Aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h.

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