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Deputados da região debatem sobre a falta de vagas hospitalares na região

Levantamento realizado por este jornal, com base na Secretaria de Estado da Saúde e prefeituras das 10 cidades da região, mostra que o número de vagas hospitalares na região do Alto Tietê, até maio deste ano, era de 1,47 leito para cada mil habitantes, bem abaixo do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que […]

9 de julho de 2023

O Diário

Levantamento realizado por este jornal, com base na Secretaria de Estado da Saúde e prefeituras das 10 cidades da região, mostra que o número de vagas hospitalares na região do Alto Tietê, até maio deste ano, era de 1,47 leito para cada mil habitantes, bem abaixo do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 2 leitos para cada mil habitantes. O mesmo levantamento mostra que nenhum dos municípios do Alto Tietê alcança o índice mínimo estabelecido pela OMS. Pelo contrário, estão todos abaixo de 1 leito para cada mil pessoas. Diante dessa situação, não é difícil imaginar por que existem tantos problemas de falta de vagas para os doentes e tantas dificuldades para se internar na região. O Diário foi buscar soluções com os deputados da região. Veja o que cada um disse:

 

Marcos Damásio
Deputado Estadual do PL 

A Saúde é um setor extremamente importante, que depende de recursos, mas também de organização e boa gestão. A proposta do governo no projeto de Regionalização da Saúde é reorganizar a rede de ambulatórios especializados e hospitais, otimizando a distribuição dos serviços e garantindo que toda a população tenha acesso à Saúde sem necessidade de grandes deslocamentos. Com isso, creio que será fácil perceber que unidades, como o Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Mogi, podem ser mais bem utilizadas. Defendo que o Pezzuti receba a hemodiálise, uma vez que o local atual está saturado e faltam vagas para o atendimento. Com a abertura do HC de Suzano, a região terá mais vagas e ainda temos a Maternidade de Mogi, que pode ser aberta com ajuda do Estado. É necessário otimizar a estrutura existente no Alto Tietê e também aproximar os municípios do Estado para que as redes de saúde se complementem e não faltem médicos, serviços ou leitos para os pacientes.

 

Marcio Alvino
Deputado Federal do PL

A área da saúde é sempre um grande gargalo para todas as esferas da administração pública, e recentemente saímos de uma pandemia mundial que impactou o setor em todo o país. Sempre tratei a saúde como prioridade em meu trabalho. E como deputado federal, já pude destinar mais de R$ 84 milhões para os 10 municípios do Alto Tietê para melhorar a infraestrutura básica e especializada, custeio das unidades de saúde, aquisição de equipamentos e agilização dos atendimentos. 

Os investimentos e os esforços para melhorar o sistema público de saúde devem ser constantes, pois há uma demanda que ainda carece de atendimento e precisamos unir os esforços junto aos governos estadual e federal para aumentar o número de leitos ofertados em todas as cidades da região, bem como agilizar a abertura do Hospital Regional do Alto Tietê em Suzano que terá mais 195 leitos, incluindo de UTI, que será referência em média complexidade.

 

Rodrigo Gambale
Deputado Federal do Podemos

Precisamos firmar uma parceria entre os municípios do Alto Tietê e o governo do Estado e Secretaria da Saúde para regionalizar os atendimentos e tratamentos oferecidos. É necessário abertura de mais leitos hospitalares e, principalmente, contratação de mais profissionais. O Alto Tietê depende de alguns hospitais específicos, onde as vagas e atendimentos se tornam limitados para tanta demanda. Precisamos diminuir as desigualdades para aumentar a eficiência do gasto público, ampliar a oferta de serviços, de leitos, concluir obras e reduzir as filas de exames, consultas, internações e transferências. Sabemos que o papel da Cross não é criar leitos, mas auxiliar na identificação de uma vaga no hospital mais próximo e apto a cuidar de cada caso. Toda situação que o Alto Tietê vem passando na saúde pública precisa ser levada a conhecimento estadual. 

A população pode continuar contando com o nosso trabalho para fiscalizar, cobrar e buscar recursos para que seja solucionado.

 

André do Prado
Deputado Estadual do PL

Eu tenho trabalhado para trazer mais recursos e investimentos para a região. E uma importante conquista é a abertura, em breve, do Hospital Regional do Alto Tietê, montado junto ao complexo do Hospital das Clínicas de Suzano, que vai ampliar o atendimento e desafogar os demais equipamentos da região. 

Além disso, eu apoio o Programa de Regionalização da Saúde, lançado pelo governo do Estado, para integrar os serviços de saúde em redes regionais, adequando os ambulatórios e hospitais estaduais às necessidades locais, revisando o papel dos hospitais de pequeno porte e unificando a regulação das vagas por meio de uma central regional. Essas medidas vão facilitar o acesso da população aos serviços de saúde em momento oportuno e com qualidade.

Quanto ao Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Mogi, entendo que deva ser melhor aproveitado para atender às demandas da região. E vou continuar lutando por isso. 

 

Marco Bertaiolli
Deputado Estadual do PSD 

O Alto Tietê deve receber duas novas unidades de saúde, nos próximos meses. Uma é o Hospital Municipal, que está sendo construído pelo prefeito Camargo, em Arujá. A outra é o Regional do Alto Tietê, que deve funcionar em breve, conforme o compromisso do governador Tarcísio de Freitas. 

Estas unidades ampliarão os leitos e o atendimento, mas eu sempre defendi que uma rede de saúde pública, para atender direito, tem que ser integrada. Não pode funcionar como polias soltas, cada um fazendo uma coisa. Quando fui prefeito de Mogi criamos o Sistema Integrado de Saúde, o SIS. Toda semana, os gestores do Hospital Municipal, que construímos em Braz Cubas, do Luzia de Pinho Melo, da Santa Casa e do Dr. Arnaldo, se reuniam para discutir oferta e procura para que ninguém ficasse obsoleto em alguma especialidade ou sobrecarregado em outra.

Defendo que este mesmo pacto seja expandido para o Alto Tietê para que as cidades “se conversem” e se crie uma Cross regionalizada, aproximando a saúde do paciente.

VEJA TAMBÉM – O Diário publica reportagem sobre a difícil realidade de famílias que enfrentam dias de espera por uma vaga hospitalar e as previsões de entrega de hospitais nas cidades do Alto Tietê.

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