ARTIGO

E o segundo semestre chegou

José Francisco Caseiro

ciesp@ciespaltotiete.com.br

O segundo semestre começa marcado pelos fortes reflexos do novo – já nem tanto assim – coronavírus. Iniciamos julho cientes de que as consequências da pandemia ainda não terminaram, pelo contrário, trarão impactos para os próximos meses e a longo prazo. O efeito vírus sinaliza para uma recessão global superior a 5%, maior do que a registrada na crise financeira de 2008/2009.

Por aqui, o índice de confiança dos empresários é o menor registrado desde maio de 2013. O cenário econômico recém-apresentado pela FIESP aponta uma queda de 6,5% a 8% no Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. E mesmo com a atividade industrial liberada em momentos em que outros setores fecharam às portas, o tombo do setor ainda não chegou ao fim, principalmente porque os grandes parceiros econômicos do Brasil também estão em recuperação e perderam renda.

Sem querer ser desanimador, mas realista, as incertezas sobre a recuperação econômica nos próximos meses são grandes. O Brasil amarga um número de 12,8 milhões de desempregados e, como reflexo, muitas famílias reduziram o consumo e adotaram um comportamento mais cauteloso.

Além disso, os sinais de mudança nesse cenário estão atrelados com o desempenho governamental frente à responsabilidade fiscal e à retomada das reformas necessárias para conter a desvalorização cambial, o aumento dos juros e o baixo desempenho econômico.

Portanto, mantenha-se preparado porque essa parte do ano ainda será de luta pela sobrevivência. A esperança está nas pesquisas de vacinas – em testes bastante promissores – para imunizar contra o coronavírus e encerrar o ciclo de infectados e mortos. Só assim para acabar com o vai e volta da quarentena e restabelecer o equilíbrio comportamental e econômico.

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê


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