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EDITORIAL

A inclusão dos idosos

A busca ativa por quem ainda não tomou a segunda dose, se for bem feita, poderá revelar dificuldades e desacertos na estratégia da vacinação contra a Covid

O DiárioPublicado em 29/04/2021 às 18:30Atualizado há 2 meses

A procura de mais de mil idosos que já deveriam, e ainda não tomaram a segunda dose contra a Covid-19 em Mogi das Cruzes, concorre para ampliar o índice de cobertura da vacinação e, tão fundamental quanto isso, descobrir falhas que possam explicar a ausência de 1,4 mil pessoas nesta campanha, considerada decisiva para que Mogi das Cruzes controle, o mais breve possível, a pandemia e siga em frente. 

Esse é um contingente expressivo. A busca ativa poderá revelar, se for bem feita, dificuldades e desacertos na atenção à população idosa, a mais fragilizada pela Covid. Há um “rejuvenescimento” do perfil das vítimas fatais desde o início deste ano, quando pessoas entre 30 e 60 anos passaram a fazer parte dessa tragédia nacional. São os maiores de 60 anos os que mais morreram após terem sido infectados pelo vírus.

Esta busca ativa, anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde, é uma obrigação do poder público. Por meio do Sistema Integrado de Saúde, o SIS, um super banco de dados que Mogi das Cruzes pioneiramente criou, funcionários municipais estão telefonando para as pessoas e tentando descobrir porque elas ainda não tomaram a dose final do imunizante. 

Por outro lado, vemos estudos dizendo que a informatização e digitalização de todos os sistemas de acesso aos serviços públicos e privados estão dando um salto de cinco, dez anos, por causa da pandemia e a necessidade do isolamento social. Essas previsões dependem muito do otimismo de quem faz essas análises. 

De nosso lado, lembramos que é preciso colocar o pé no chão e olhar ao redor. Na educação mesmo, o ensino remoto não está chegando a todos os estudantes de maneira simples, igualitária. Por falhas de conexão e outras dificuldades, até os mais novos têm problemas na transição entre a aula presencial e a remota.

Se isso está acontecendo com jovens, imagine a exclusão que a revolução digital pode impor aos mais velhos, que nem sempre têm alguém   à disposição para incluí-lo neste novo mundo. O envelhecimento é um processo que distancia os indivíduos uns dos outros.

O absenteísmo na vacinação pode surgir dessas variantes: exclusão digital e social. Além do poder público, cuidar dos mais velhos é um desafio para a sociedade. Vizinhos e conhecidos podem auxiliar nesta busca ativa e encurtar o prazo esperado para se combater esse pico de casos de contágio e morte. É hora de unir todos os esforços.

A busca ativa por mais de mil idosos que já deveriam, e ainda não tomaram a segunda dose contra a Covid-19 em Mogi das Cruzes, será decisiva para ampliar o índice de cobertura da vacinação e, tão fundamental quanto isso, descobrir falhas que possam explicar a ausência de 1,4 mil pessoas nesta campanha, considerada decisiva para que Mogi das Cruzes controle, mais rapidamente, a pandemia e siga em frente. 

Esse é um muito número expressivo e pode revelar, entre outras coisas, dificuldades e desacertos na atenção à população idosa que, até o momento, foi a mais afetada pela Covid. Há um “rejuvenescimento” do perfil das vítimas fatais desde o início deste ano, quando pessoas entre 40 e 60 anos passaram a fazer parte deste ranking tão sombrio para todo o Brasil. Porém, são os maiores de 60 anos, ainda, os que mais morreram após terem sido infectados pelo vírus.

Eles são a prioridade na luta para se preservar vidas. Esta busca ativa, anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde, é uma obrigação do poder público. Por meio do Sistema Integrado de Saúde, o SIS, um super banco de dados que Mogi possui, funcionários municipais estão telefonando para as pessoas e tentando descobrir porque ainda não tomaram a dose final do imunizante. 

Alguns estudos estão dizendo que a informatização e digitalização de todos os sistemas de acesso aos serviços públicos e privados estão dando um salto de cinco, dez anos, por causa da pandemia e a necessidade do isolamento social. A projeção depende muito do otimismo de quem faz essas análises. 

Porém, é preciso colocar o pé no chão, e olhar ao redor. Na educação mesmo, temos a certeza de que o ensino remoto não está chegando a todos os estudantes de maneira simples, igualitária. Por falhas de conexão e também pelas dificuldades que até os mais novos estão enfrentando para acessar e compreender as diferenças entre a aula presencial e a remota.

Se isso está acontecendo com jovens, imagine a exclusão que a revolução digital impõe aos mais velhos, que nem sempre têm alguém mais novo e antenado com o mundo online à disposição. O envelhecimento é um processo que distancia, muitas vezes, os indivíduos uns dos outros.

O absenteísmo na campanha da vacinação pode surgir dessas variantes: exclusão digital e social. 

Além do poder público, cuidar dos mais velhos é um desafio para a sociedade. Vizinhos e conhecidos podem auxiliar nesta busca ativa e encurtar o prazo esperado para se combater esse pico de casos de contágio e morte. É hora de unir todos os esforços.

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