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EDITORIAL

Mogi não quer o pedágio

A movimentação contra a decisão da Artesp de incluir a rodovia Mogi-Dutra no pacote de concessão dos caminhos para mar está entrando no terceiro ano

O DiárioPublicado em 23/04/2021 às 11:55Atualizado há 2 meses
Mogi Dutra é cotada para receber praça de pedágio / Divulgação
Mogi Dutra é cotada para receber praça de pedágio / Divulgação

Diferente da luta de dez anos contra a instalação de lixão no bairro do Taboão, principal e maior reserva oficialmente destinada ao desenvolvimento industrial e econômico da cidade, Mogi das Cruzes compra briga, agora, com a Agência de Transportes de São Paulo, uma autarquia de regime  especial criada em 2002 pelo Governo do Estado, com orçamento próprio, autonomia técnica, funcional e administrativa e até com poder de polícia. A Artesp regula e fiscaliza o Programa de Concessões no Estado de São Paulo.

Na outra batalha, a disputa foi contra a poderosa Queiroz Galvão, que somente recolheu as armas, uma década depois de a cidade não abrir guarda para o que iria impactar o futuro do planejamento socioeconômico do município. Desse planejamento sairá o sustento de nossos filhos e netos, por meio do emprego, renda e a qualidade de vida.

A movimentação contra a decisão da Artesp de incluir a rodovia Mogi-Dutra no pacote de concessão dos caminhos para o mar está entrando no terceiro ano.

Não queremos reviver o pesadelo do lixão, que durou uma década e terminou em 11 de novembro de 2013, quando oficialmente a empreiteira admitiu que perdeu a luta para Mogi e desistiu do empreendimento.

O mundo mudou muito em dez anos. E quanto Mogi das Cruzes mudou nesses dez anos! A cidade ganhou 40 mil moradores, em números estimados, porque nesse pacote de mudanças houve uma tal precarização dos serviços públicos que o Censo Populacional não foi realizado em 2020 e também não o será neste 2021.

Houve algum deslocamento no poderio político mogiano. Alterações tímidas, em alguns dos quadros, é bem verdade.

Lideranças silenciaram, outras ganharam voz, e outras estão aparecendo. Postos de comando dos poderes legislativo, executivo e judiciário têm novos rostos. 

Porém, a nossa história, tradição social e política e memória coletiva moldam a alma combativa da sociedade civil mogiana. 

É nisso que confiamos para dizer: Senhor governador João Doria, Mogi não quer o pedágio. 

Não quer porque ele não atenderá aos interesses da cidade. A concessão é para as estradas litorâneas. Não tem cabimento Mogi e o seu futuro pagarem uma conta social e financeira que, no decorrer dos tempos, se torna bilionária com a cobrança do pedágio.

No ponto projetado, ele é um caça níquel. A Mogi-Dutra já foi duplicada, como destacam as lideranças que prometem não aceitar essa imposição da Artesp.

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