Uma reunião realizada na última sexta-feira poderá resultar na correção de um grave equívoco que estaria prestes a ocorrer na cidade: a desativação do projeto “Pequenos Músicos... Primeiros Acordes na Escola”, que, desde 2017, vem oferecendo atividades musicais para cerca de 11 mil crianças de 21 escolas municipais de Mogi das Cruzes. 

O encontro que aproximou o responsável direto pelo projeto, o maestro Lelis Gerson, e o prefeito municipal Caio Cunha serviu para aparar arestas e corrigir aquilo que o músico chamou de “equívocos de comunicação”, os quais acabaram resultando numa nota anunciando o fim das atividades do projeto na cidade pela falta de renovação do contrato com a Prefeitura, proposto desde dezembro do ano passado.

A reação da comunidade diante da notícia serviu para mostrar o quanto o projeto é considerado importante para os mogianos. Não precisou de muito tempo para que o caso explodisse nas redes sociais e para que 4,9 mil assinaturas fossem colhidas em um abaixo-assinado virtual  encabeçado por uma mãe, cujo filho participa do programa de iniciação musical numa das escolas públicas municipais de Mogi das Cruzes.

A sensatez marcou a reunião entre o prefeito, assessores, e o maestro, que terminou com a promessa de renovação do contrato, a partir da readequação do projeto para o atual período de pandemia, que ainda terá de ser atravessado no início do atual ano letivo.

O bom senso parece ter prevalecido e o projeto musical terá continuidade, com objetivo de oferecer as primeiras noções de música aos alunos das escolas públicas municipais mogianas. Junto com isso, também incentiva e prepara os pequenos estudantes para outros programas musicais  mantidos pela Prefeitura de Mogi e já consagrados perante a comunidade, como a Orquestra Sinfônica Jovem, o coral Canarinhos do Itapeti, além dos projetos Novos Olhares, Camerata de Cordas, Quarteto de Cordas e Quinteto de Metais. 

São propostas voltadas principalmente para alunos moradores da periferia e que encontram na música a alternativa ideal para ocupar o tempo de maneira positiva, em lugar de permanecer nas ruas, expostos às ações maléficas do tráfico de drogas e outros tipos de crime. 

Tudo isso, sem contar na possibilidade de uma carreira na área musical, clássica ou popular, a ser seguida por estas crianças.

Que o contrato seja renovado e que tudo volte à normalidade. 

Pais, alunos e a comunidade saberão reconhecer e agradecer.