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EDITORIAL

Que perdure a Mogi cidadã

Os relacionamentos foram revistos. As pessoas tiveram de fazer opções desde o início do enfrentamento dessa nova doença e ainda lidar com a divisão ideológica

O DiárioPublicado em 23/12/2020 às 11:27Atualizado em 26/12/2020 às 11:09

A pandemia fez de 2020 um exercício diário de reflexão e resistência. Não houve quem não se colocou diante dos princípios da metafísica, uma das disciplinas da filosofia que busca o sentido para o mundo e a vida. São as relações entre o homem e a natureza que dão razão à existência. 

Os nossos relacionamentos e comportamentos foram revistos, repensados, colocados a teste em profundidade. As pessoas tiveram de fazer opções desde o início do enfrentamento dessa nova doença,  e ainda lidar com a divisão ideológica. Usar ou não usar máscara. Sair ou ficar em casa. Agora, as dúvidas são sobre a vacina.

Os impasses ainda perduram na luta contra um inimigo que apesar de atacar uma grande quantidade de pessoas, leva à morte uma pequena parte dos infectados, ou cerca de 4,8%, índice atual da letalidade em nossa cidade. Para muitos, prevaleceu o compromisso em defender as vítimas mais frágeis ao vírus, os idosos e doentes.

Outro marco deste período: a decisão de se amparar os mais impactados pelo rombo econômico e social causado pela necessidade de se impor o isolamento social.

No Brasil, houve a necessidade de proteger a maior parte dos brasileiros que se viram desempregados ou que já que estavam sem trabalho. Em Mogi das Cruzes, cerca de 150 mil pessoas foram atendidas com a ajuda do governo federal.

Além desse um terço da população da cidade, uma parcela de mogianos se viu ainda mais fragilizada e foi bem cuidada por projetos sociais que não foram interrompidos, e também por ações do poder público.

 O fundamental exemplo de entidades sociais, estudantes e missionários foi reunido por este jornal, em um caderno especial sobre os bons exemplos de Natal.

As entrevistas apresentaram a rede de assistência a crianças, idosos e adultos afetada pela crise sanitária. Dar visibilidade a essas lições de benemerência foi a maneira encontrada por este jornal para valorizar a Mogi solidária, formada por pessoas que deram alimento,  roupa, leite e medicação a quem é ainda mais deserdado do que os que vivem na linha da pobreza porque dependem de uma instituição para sobreviver. 

Na pandemia,  essa Mogi cidadã e interessada no bem-estar do outro fez frente aos que negam a gravidade desse momento tão dramático para o mundo. Felizmente.

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