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Heleno de Freitas, o cafajeste da bola

O gênio Heleno de Freitas, nascido em São João Nepomuceno, no dia 12 de fevereiro de 1920, foi um dos jogadores mais polêmicos, craques e malucos da história do futebol brasileiro. Encantava não apenas os homens pela bola que jogava, mas também pela beleza que enlouquecia as mulheres. Temperamental ao extremo, mas Botafoguense acima de […]

3 de setembro de 2021

Reportagem de: O Diário

O gênio Heleno de Freitas, nascido em São João Nepomuceno, no dia 12 de fevereiro de 1920, foi um dos jogadores mais polêmicos, craques e malucos da história do futebol brasileiro.

Encantava não apenas os homens pela bola que jogava, mas também pela beleza que enlouquecia as mulheres. Temperamental ao extremo, mas Botafoguense acima de tudo. Este foi o principal rótulo de Heleno de Freitas ao longo de sua carreira, que foi sem sombra de dúvidas um dos maiores e mais queridos jogadores da história do Botafogo em todos os tempos, mesmo sem nunca ter conquistado um título sequer com a camisa do glorioso time de General Severiano, clube que jogava somente por amor.

O menino Heleno de Freitas nasceu em berço esplêndido, vivendo numa família de muitos recursos. Seu pai, Oscar de Freitas, era um poderoso empresário mineiro, a sua chegada ao Rio de Janeiro, então capital do Brasil, aconteceu em 1933, quando o seu pai faleceu.

O craque era o que podemos chamar de um típico ‘playboy’ carioca, um aristocrata vivendo em meio ao mundo pobre e marginalizado do futebol de outrora, mesmo assim formou – se advogado pela faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Conquistou um diploma que nunca utilizara, pois não tinha o menor jeito para a profissão.

Dentro de campo era um artista da bola. Jogava por música, driblava os adversários e marcava gols como se fosse a coisa mais banal do mundo. Mas também possuía muitos defeitos, como o temperamento extremamente explosivo, que lhe rendeu o apelido de “Gilda”. A alcunha surgiu no “Clube dos Cafajestes”, uma “instituição” formada por moços da alta sociedade carioca que eram beberrões, mulherengos e briguentos, cujo um dos principais fundadores era o próprio Heleno.

O apelido se deu inspirado na personagem Gilda, interpretada pela atriz Rita Hayworth, que ao lado de Glenn Ford, fazia o papel de uma mulher rica, temperamental e cheia de glamour, atributos que empatavam em cheio com o estilo de Heleno. Seu futebol o levou a seleção, porém o seu temperamento o tirou.

Vestiu outras camisas também, mas sempre criou problemas. Casou – se com Hilma, filha de diplomata, com quem teve seu único filho, Luis Eduardo. Seu futebol genial contrastava com a vida de um homem que dividia o glamour e o requinte, com vícios, bebedeiras, mulheres e brigas, alguém que se servia de todo tipo de luxúria. Heleno de Freitas acabou falecendo na miséria e isolado em um manicômio em Barbacena, Minas Gerais, vitimado pela sífilis que não havia tratado direito, no dia 8 de novembro de 1959.  

 

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