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Höganäs investe em estação de tratamento de água, em Mogi

Com investimento de R$ 500 mil, a Estação de Tratamento de Água (ETA) da Höganäs, instalada na planta da empresa, no distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes, possibilitará o reaproveitamento de 43 mil metros cúbicos de água e diminuição de 2,5 toneladas de gás carbônico na atmosfera por ano. A moderna estação […]

19 de março de 2022

Reportagem de: O Diário

Com investimento de R$ 500 mil, a Estação de Tratamento de Água (ETA) da Höganäs, instalada na planta da empresa, no distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes, possibilitará o reaproveitamento de 43 mil metros cúbicos de água e diminuição de 2,5 toneladas de gás carbônico na atmosfera por ano.

A moderna estação formada por cisterna e dois tanques conta com sistema que utiliza a geração de ozônio e filtração zeólito, além de absorção automatizada. Com isso, nenhum processo necessita de descarte do resíduo e, aquele gerado da própria recuperação e tratamento de água, também volta para o sistema, com zero impacto ambiental.

Segundo o diretor industrial da empresa, Júlio Cezar da Costa Carmazen, com a operação da ETA, que ocupa área de 320 metros quadrados construídos, será possível fazer a captação da água da chuva em todo o terreno da fábrica, que soma 50 mil m².
“Nossa área fabril não tinha um local que pudesse armazenar a água pluvial. Nossa área é grande, com construções e telhados, mas esta água ia embora, sem recuperação. Como a Höganäs é extremamente dependente de água, porque o processo de atomização de aço líquido em pó de ferro consome 140 a 200 metros cúbicos por dia, usávamos dois poços para retirar água do solo para consumo. Então, vimos esta condição de aproveitar a água da área construída em um local onde pudesse ser tratada e disponibilizada para o processo”, explica o diretor. 

A partir daí, a estação de tratamento, que já estava nos planos da empresa como alternativa para diminuição do impacto de carbono, começou a sair do papel em dezembro do ano passado e iniciará operação nesta terça-feira (22), quando é comemorado o Dia Mundial da Água.
“Fabricamos uma cisterna, um local de 40 mil metros cúbicos de capacidade de armazenamento, onde fazemos o tratamento desta água e a disponibilizamos para o processo, o que nos dá uma condição de reduzir aproximadamente 43 mil metros cúbicos de água, com esta recuperação”, destaca Julio Cezar. 

O investimento, avalia o diretor, representa dois fatores de sustentabilidade. “Além de reduzir a quantidade de uso da água do solo, que mesmo que não comprássemos era retirada do lençol freático, fazemos a recuperação da água da chuva que antes desperdiçávamos. Em parte do processo, também acabava ocorrendo uma saída de água, que não recuperávamos. Agora, a perda desta água, que sai do processo, também passou a ser recuperada nestes mesmos tanques e cisterna”, completa.

No entanto, como a ETA vai trabalhar apenas com água pluvial, chamada de superfície, se houver épocas com pouca incidência de chuvas, a empresa precisará utilizar, nestes períodos, a água retirada dos dois poços, com disponibilidades suficientes para suprir a demanda de produção.

A preocupação com a preservação dos recursos naturais e o foco no caminho da sustentabilidade fazem parte da filosofia da Höganäs, especialista em metalurgia do pó e a única do setor de pós metálicos com capacidade de fabricação, desenvolvimento e comercialização na América do Sul. Desta forma, a empresa incluiu a questão da água, atualmente um dos principais insumos no processo de produção, aos estudos sobre as fontes de energia, gases e eletricidade. 

“Com a estação de tratamento, não houve um impacto econômico, mas sim de sustentabilidade e do gás carbônico na atmosfera, porque deixamos de consumir energia elétrica com as bombas usadas para captar água nos poços”, considera o diretor.

Além da planta mogiana, as demais da Höganäs no mundo estão destinando parte do investimento para questões de sustentabilidade, com implementação de painel solar e retirada de motores a combustão em substituição de motores elétricos em empilhadeiras, também para redução do impacto de carbono na atmosfera. “São várias ações que estão sendo adotadas e a Höganäs tem a meta de se tornar uma empresa com zero impacto de carbono, mundialmente, até 2045. Todas as unidades estão trabalhando neste sentido”, enfatiza Julio Cezar.

Certificada com os selos ISO 14001 e ISO 45001, de segurança e sustentabilidade, a planta mogiana é atualmente referência para outras unidades do mundo, com o status de operação industrial mais segura do grupo Höganäs. 

“Hoje também estamos seguindo para um caminho de implementar painéis solares, então, nossa área de sustentabilidade já está trabalhando para fornecimento de energia às áreas administrativas. Também pretendemos transformar nossas empilhadeiras, para um próximo contrato, em 100% de equipamentos elétricos, com objetivo de reduzir o impacto de carbono. Tudo isso é muito importante, porque são medidas que já vêm sendo implantadas. Somos altamente dependentes de energia elétrica e 60% da que estamos consumindo atualmente já vêm com certificado I-RE, de impacto de carbono zero. O próximo passo é fazer com que 100% desta energia, até 2026, seja 100% zero impacto de carbono”, revela o diretor industrial.

Inauguração
Em função da pandemia de Covid-19, a inauguração da ETA da Höganäs, em César, acontecerá de forma simbólica nesta terça-feira (22), mas será feito convite posteriormente às empresas para conhecer a estrutura.

“Já tivemos a auditoria da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), certificando o sistema. E aos poucos vamos convidando as pessoas para vir conhecer a estação”, completa Julio Cezar.

Água da chuva será captada em 50 mil metros quadrados

O sistema de tratamento de água pluvial na ETA da unidade mogiana da Höganäs, em César de Souza, vai funcionar com a captação da água da chuva, a partir dos telhados e áreas impermeáveis de toda a área industrial de 50 mil metros quadrados.

Em seguida, todo o volume de fonte superficial (pluvial) é encaminhado à caixa de separação de água e óleo, passando na sequência pelo sistema de coleta, oxidação e filtração das linhas de água pluvial e, por fim, pelo sistema de bombeamento da água de reutilização no processo.

Além da redução do impacto ambiental anual, com a significativa diminuição do consumo de aproximadamente 43 mil metros cúbicos de água antes retirados do lençol freático, por meio de poços, a estação de tratamento de água da Höganäs tem a importante tarefa de evitar a emissão de 2,5 toneladas de gás carbônico na atmosfera. Essa é uma das principais premissas da empresa, criada em Mogi das Cruzes no ano de 1999 e pautada por ações de desenvolvimento sustentável a longo prazo, seguindo os passos da matriz, fundada em 1797, na Suécia. 

A fábrica mogiana, com 150 colaboradores diretos e 60 indiretos e terceirizados, representa 3% a 4% de toda a produção mundial da Höganäs, presente, além da Suécia, em outros sete países – Estados Unidos, Inglaterra, Bélgica, Índia, Alemanha, China e Japão. 

Atualmente, a metalurgia do pó representa 1% de todo o metal movimentado no mundo e é considerada sustentável ambientalmente, já que parte da sucata, como principal matéria-prima, e resulta em novos produtos, por meio de processos mais eficientes.

 

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