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Saúde e Fundação negam falta de funcionários em Mogi, mas estudam ampliar quadro

Uma denúncia sobre a falta de profissionais em serviços públicos de saúde foi feita pelo Sindicato dos Enfermeiros de Mogi das Cruzes e Região ao  Ministério Público do Trabalho. Um dos desdobramentos serão vistorias programadas para acontecer em UPAs, segundo conta o enfermeiro Rodrigo Romão, que tem acompanhado reclamações de trabalhadores sobre o deficit no […]

24 de junho de 2022

Reportagem de: O Diário

Uma denúncia sobre a falta de profissionais em serviços públicos de saúde foi feita pelo Sindicato dos Enfermeiros de Mogi das Cruzes e Região ao  Ministério Público do Trabalho. Um dos desdobramentos serão vistorias programadas para acontecer em UPAs, segundo conta o enfermeiro Rodrigo Romão, que tem acompanhado reclamações de trabalhadores sobre o deficit no quadro de profissionais. A situação chama atenção na UPA do Rodeio, onde a Prefeitura e a Fundação ABC registram um aumento de 25% do atendimento em maio e procura acima da média também em junho. Uma mudança no número de pessoas contratadas pode ser efetivada no endereço, embora, os responsáveis neguem que falte trabalhadores para a manutenção dos turnos.

Nesta semana, nas redes sociais, um relato feito por funcionários da UPA do Rodeio sobre a falta de funcionários, excesso de trabalho e condições inadequadas  repetiu o que já se ouviu de outros locais, como Jundiapeba, onde houve uma contratação emergencial alguns meses atrás – porém, segundo Romão, o problema ainda persiste. A Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Fundação ABC negam que há trabalhadores a mens do que o prometido em contrato.

Rodrigo Romão afirmou que as condições de trabalho na pandemia pioraram para os enfermeiros e outros profissionais. “Em alguns momentos, chegamos à metade do número de enfermeiros para manter os plantões”, comentou, afirmando que a deficiênca foi denunciada ao MPF, inclusive sobre a mesma situação de cidades como Ferraz de Vasconcelos e Suzano. Uma fiscalização está sendo preparada para uma data próxima, de acordo com o diretor do sindicato.

A própria entidade que represena a categoria vive a excepcionalidade desse momento, Romão admite que o sindicato, não possui pessoal para vistoriar todos os serviços e depende das informações repassadas pelos enfermeiros. O caso da UPA do Rodeio ele tomou conhecimento por O Diário e mensagens por redes sociais. Ele orienta que os profissionais devem denunciar esses fatos até para faciltar a cobrança e o acompanhamento.

O outro lado

Procuradas por O Diário, a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Fundação ABC negaram que haja falta de profissionais na UPA do Rodeio, mas admitiram o aumento dos atendimento, o que afeta a carga de trabalho. Essa alta ocorre desde maio. Em respostas que chamaram atenção pela semelhança dos argumentos, ambos disseram que houve um crescimento de 25% da demanda por atendimento, e prometeram averiguação e providências. Sobre o teor da mensagem que fala sobre xingamentos sofridos pela equipe de trabalhadores, também prometeram averiguaçõ, mas disseram que, oficialmente, não foi feita essa queixa.

Secretaria de Saúde

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenadoria de Gestão Hospitalar, contou que esteve em “supervisão nas unidades e encontrou equipes completas de trabalho, conforme previsto em contratos de gestão. Na UPA Rodeio, são 3 enfermeiros e 10 técnicos de enfermagem por plantão que atuam com quatro médicos no período noturno e três no período diurno. Na UPA Jundiapeba, a equipe de enfermagem é a mesma e a equipe médica é composta por 3 clínicos médicos e 2 pediatras (dia e noite). Não há falta de profissionais e o contrato está sendo cumprido”.

A pasta esclareceu que desde o mês de maio, com a queda de temperatura, há um aumento da procura feita por  pacientes com síndromes gripais. “A média de atendimentos na UPA Rodeio é de 9 mil consultas/mês – em maio foram registradas 11.350 (25% a mais). Essa média de aumento está sendo verificada também em outras unidades de pronto atendimento neste período”

Mesmo sem uma reclamação oficial sobre outros problemas, como os xingamentos, a secretaria divulgou que “notificou a organização social responsável pelo gerenciamento da unidade sobre eventuais problemas com relação à postura dos gestores, mas oficialmente nenhuma demanda foi registrada, até o momento”.

Fundação ABC

Já a  Fundação do ABC destacou que não há falta de profissionais na UPA Rodeio. “odas as equipes assistenciais estão completas e o contrato de gestão com a Prefeitura Municipal está sendo cumprido em sua plenitude”.

Reforçou a alta da demanda, esclarecendo que a média de atendimento, ali, é de 9.000 consultas médicas mensais, o que aumentou para 11.350,  e maio.

Junho também já quebrou o recorde da mádia: até quarta-feira (22), a unidade já registrado 10 mil atendimentos.

“A Fundação do ABC e a Secretaria Municipal de Saúde já estão em tratativas para ampliar o quadro de colaboradores, a fim de acompanhar a escalada dos atendimentos. Não procede a informação de suposto assédio sofrido por funcionários e não há na Ouvidoria da FUABC nenhum registro a esse respeito”, concluiu a nota.

O Diário tentou um contato com funcionários da UPA do Rodeio, mas não obteve retorno.

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