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Sindicato reivindica ampliação dos benefícios para funcionários da Valtra

Durante protestos realizados nesta segunda-feira (23), os funcionários da Agco Valtra aprovaram a pauta de reivindicações que o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes está encaminhando à direção da empresa para pedir equiparação do valor do Propar/PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mais segurança aos trabalhadores, entre outras melhorias que estão […]

23 de maio de 2022

Reportagem de: O Diário

Durante protestos realizados nesta segunda-feira (23), os funcionários da Agco Valtra aprovaram a pauta de reivindicações que o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes está encaminhando à direção da empresa para pedir equiparação do valor do Propar/PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mais segurança aos trabalhadores, entre outras melhorias que estão sendo solicitadas à direção da empresa.     

De acordo com o diretor do Sindicato, Davi Martins, a primeira manifestação, realizada às 5 horas desta segunda-feira reuniu cerca de 700 funcionários. O segundo ato, que aconteceu no início da tarde, contou com mais de 100 trabalhadores.

“Fizemos o protesto e uma grande assembleia na fábrica e foi aprovada a pauta de reivindicações, que encaminhamos para a empresa com vários pontos”, disse o diretor, que citou a questão da PLR igualitária para todas as unidades da fábrica no país e a questão de segurança no trabalho.

O grupo americano AGCO tem mais uma fábrica de montagem de tratores no Brasil, em Canoas (RS), e outras duas unidades menores nas cidades de Ibirubá e Santa Rosa (RS). Em um panfleto distribuído entre os trabalhadores, o Sindicato alega que na fábrica de Canoas foi pago um valor de R$ 9.200,00 para 100% das metas que, aliás, eram muito mais fáceis que nas outras plantas.

“Os trabalhadores de Canoas conseguiram superar as metas e atingiram 120% recebendo um valor bem superior. Já em Mogi das Cruzes o valor foi de R$ 6.600,00, com metas mais difíceis de serem atingidas, sem que fosse dada a mínima condição para este atingimento. Portanto, os trabalhadores não atingiram nem 90% das metas. Para receber os 100%, ou seja, os R$ 6.600,00, tivemos que entrar em estado de greve. Não podemos mais aceitar este tipo de situação e esta falta de respeito com os trabalhadores e trabalhadoras de Mogi das Cruzes, Santa Rosa e Ibirubá”, reforça a entidade.

Além disso, o Sindicato destaca que foi reivindicado no ano passado a implantação de uma Política de Cargos e Salários e de valorização da carreira e da mão de obra dos trabalhadores. Mas até o momento, “nada de concreto foi apresentado pela empresa, como ela mesmo havia se comprometido a resolver”. Observa ainda que “há trabalhadores, como informa a entidade, com mais de 10 anos de trabalho na empresa na mesma função ganhando o piso da categoria e, por outro lado, há pessoas sendo contratadas recentemente tendo progressão de carreira e salário”.

A falta de segurança no trabalho é outro ponto destacado. “As condições estão muito precárias. Acidentes estão acontecendo, há problemas de ergonomia, há falta de ferramentas para execução das tarefas, os trabalhadores de agência e terceiros não têm treinamento adequado e estão executando trabalhos que deveriam ser executados por trabalhadores efetivos e treinados e há falta de treinamento para operadores de empilhadeiras, tratores e pulverizadores. Mesmo com todo o esforço da Cipa, não está sendo resolvido os problemas de acidentes e de más condições de trabalho”, argumenta o Sindicato.

Empresa

A AGCO confirma, em nota encaminhada a O Diário, que houve manifestação pacífica promovida pelo sindicato da categoria em sua unidade de Mogi das Cruzes (SP) nesta segunda-feira (23), para tratar de itens relativos ao PLR que está em negociação e segurança no trabalho.

“A Companhia esclarece que tomou conhecimento dos itens da pauta, ratifica seu comprometimento com a segurança de todos seus colaboradores, com as negociações em curso com a Entidade Sindical e com toda a legislação aplicável a suas operações e colaboradores, inclusive aquela relativa ao direito de greve”, diz a nota.

 

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