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Câmara de Mogi faz homenagem a Waldemar Costa Filho

Os 20 anos da morte do ex-prefeito municipal Waldemar Costa Filho foram lembrados pela Câmara de Mogi, com uma moção de pesar, no início desta semana

Darwin ValentePublicado em 28/04/2021 às 17:03Atualizado há 1 mês
Foto: arquivo
Foto: arquivo

Os 20 anos da morte do ex-prefeito de Mogi das Cruzes, Waldemar Costa Filho, foram lembrados durante a sessão da Câmara, na última terça-feira, por meio de uma moção de pesar de autoria do presidente e vereador Otto Flôres de Rezende (PSD). Waldemar esteve à frente da administração municipal de Mogi por 18 anos, divididos em quatro mandatos (um deles com duração de seis anos, por conta de uma prorrogação  determinada pelo governo militar, no final dos anos 1970), um período em que a cidade viveu um de seus grandes momentos de progresso e desenvolvimento. Foi Waldemar quem construiu a Mogi-Dutra, Mogi-Bertioga, implantou o Centro Cívico, construindo os prédios da Prefeitura, Câmara, Justiça do Trabalho e Corpo de Bombeiros, além de ter levado saneamento básico e outros benefícios para bairros até então muito carentes, como era o caso de Braz Cubas, onde foi implantado o chamado Projeto Cura, um conjunto de obras bancado a fundo perdido pelo governo federal com uma pequena contrapartida do município.

Waldemar é personagem rotineiro da Coluna Folclore Político; veja alguns exemplos: Folclore Político (CLXIII) Um duelo mogianoFolclore Político (CLXXII) DesconfiançasFolclore Político (CLXIX) Trio parada duraFolclore Político (CLXVII) O caso das cestas

Dono de um estilo muito peculiar de administrar - que reunia franqueza, folclore, obstinação e muito trabalho -, Waldemar foi citado pelo vereador Edson Santos (PSD) como “o melhor prefeito que Mogi já teve, ao longo de toda sua história”. E também recebeu citações elogiosas do vereador Francimário Farofa Vieira (PL), assim como do autor da moção, o vereador Otto Rezende, para quem Waldemar “foi um prefeito que abriu caminhos para o desenvolvimento da cidade e quem o conheceu teve muitas histórias com ele; histórias que se confundem com a história do município”. Houve quem lembrasse as dificuldades orçamentárias da cidade no período de administração de Waldemar, o que valorizava ainda mais as conquistas alcançadas por Mogi ao longo de seus governos. Político matreiro, ele costumava dizer que não gostava de fazer política e, por isso mesmo, jamais tentou qualquer cargo na área legislativa. Protagonista de muitas histórias, sempre lembradas, aos sábados, aqui neste espaço, Waldemar se tornou um grande amigo de Paulo Maluf, que o ajudou no asfaltamento da Mogi-Dutra e na conclusão da Mogi-Bertioga, embora nunca concordando com os métodos de engenharia adotados na abertura da ligação com litoral. O mineiro de Juiz de Fora atuou como secretário de Abastecimento de São Paulo, entre 1993 e 1996, quando Maluf foi prefeito. Waldemar morreu aos 77 anos, de enfisema pulmonar, no dia 26 de abril de 2001, no Hospital Ipiranga, em Mogi. E não em São Paulo, como citado na moção aprovada pela Câmara.

Retomada gradual

Uma das próximas medidas na área da saúde pública, em Mogi das Cruzes, será a reabertura plena do atendimento médico e odontológico junto às unidades básicas de saúde. Mesmo com a pandemia ainda apresentando índices preocupantes, o trabalho será retomado, com todos os cuidados  sanitários exigidos para situações como esta: distanciamento social na espera, número mais reduzido de pacientes e muito álcool em gel disponível em diversos pontos dos postos. Os funcionários das unidades de saúde deverão passar por testes para detecção de Covid-19 antes do início das atividades que poderá acontecer, possivelmente, já na próxima segunda-feira, dia 3 de maio.

Lamentos de Gondin

“É com muita tristeza  que vejo o nosso Iamspe encerrar o atendimento de seus segurados junto à Santa Casa de Mogi”, disse o ex-deputado Luiz Carlos Gondim Teixeira, em sua rede social, logo que tomou conhecimento da notícia do término do convênio, divulgada no último sábado, por este jornal. Gondim lembra o seu esforço como parlamentar para garantir o atendimento adequado aos 35 mil funcionários públicos da região pelo Iamspe. Ele critica o fato de o órgão estadual não ter dado atenção  aos alertas da Santa Casa a respeito da necessidade de reajuste nos valores dos serviços e  de maior agilidade nos pagamentos. “Fizeram ouvidos de mercador”, disse o médico, lamentando a situação.

Sob nova direção

Desde o início desta semana, o Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Jundiapeba, tem uma nova diretora. A médica Fabiana Santos da Fonseca, que atuava junto ao Hospital Padre Bento, em Guarulhos, foi designada para substituir a também médica Fernanda Negrão, no momento em que o hospital passa por uma série de modificações e adaptações internas para se adequar à implantação de 90 leitos destinados a atender pacientes com  Covid-19. Um detalhe: Fabiana foi uma das primeiras médicas a serem vacinadas contra o novo coronavírus na cidade de Guarulhos.  Iniciado algumas semanas atrás, o processo de instalação dos leitos de Covid no Dr. Arnaldo Pezzuti ainda está em andamento.

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