SAÚDE

Maternidade Municipal de Mogi das Cruzes ficará pronta em 2020

Prefeito Marcus Melo buscará recursos federais e estaduais para equipar e manter futuro serviço. (Foto: Elton Ishikawa)

Está instalada ao número 550 da rua Francisco Affonso de Melo, no distrito de Braz Cubas, a “pedra fundamental” da maternidade municipal, cuja obra teve contrato assinado ontem, durante evento político em frente ao terreno que receberá prédio com capacidade para 500 partos mensais. Estiveram presentes muitos vereadores, secretários municipais e o deputado estadual Marcos Damásio (PL), ficando ausente o também integrante da Câmara dos Deputados, Marco Bertaiolli (PSD). Na ocasião, o prefeito Marcus Melo (PSDB) ressaltou que espera “o apoio” e os “recursos do governo estadual” para ter agilidade no andamento da construção.

Iniciada a partir de recursos do próprio município, a obra tem orçamento estimado em R$ 35,1 milhões (R$ 15 milhões abaixo do plano inicial) e deve ficar pronta dentro de 30 meses, ou seja, até maio de 2022. No entanto, Melo diz que o prazo pode diminuir caso a cidade consiga algum suporte dos governos Estadual e Federal. Para tanto, ele tem uma reunião marcada para a próxima terça-feira, dia 26, com o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira.

O prefeito, que após os discursos protocolares no palanque montado ao lado do Hospital Municipal de Braz Cubas assentou com cimento um dos primeiros blocos da maternidade, afirmou que, neste momento, “a prefeitura não pode assumir mais risco do que ela pode arcar”. Depois dessa fala, questionado sobre os recursos necessários para o funcionamento do equipamento, o que envolve aparelhos técnicos e e a contratação da equipe médica, ele se limitou a dizer “uma coisa por vez”.

Já o secretário municipal de Saúde, Francisco Bezerra, preferiu ressaltar os benefícios do projeto. Em primeiro lugar agradeceu às cinco mulheres grávidas que ali estavam representando as mães que serão beneficiadas pela nova maternidade, e depois listou o que haverá em cada um dos sete pavimentos do prédio, que incluirão um total de 89 leitos, uma unidade do programa Mãe Mogiana e do Bebê Canguru, além de UTI Neonatal.

Melo completou a fala de Bezerra, dizendo que trata-se do “sonho das famílias de Mogi”. Mesmo há menos de um ano do próximo pleito municipal, ele não quis falar sobre o assunto, garantindo ser “muito cedo” para falar sobre reeleição. O que fez questão de frisar, porém, é que se mantém firme para “manter os contratos em dia e os serviços em ordem”, e que o vice-prefeito, Juliano Abe (MDB, que estava presente no evento, está ao seu lado “neste desafio”.

Trânsito

Durante seis dias no início deste mês Marcus Melo esteve nos Estados Unidos, realizando um curso para formação pessoal. Durante o período, José Luiz Freire de Almeida, secretário municipal de Transportes, promoveu mudanças que foram alvo de críticas na rotatória Kazuo Kimura, no Mogilar.

Sobre este assunto, o prefeito disse ter passado mais de uma vez na rotatória, e o que viu (novos semáforos e faixas) o deixou “feliz”. De qualquer maneira, ele afirmou que “se não ficar bom” a administração pública “tem a oportunidade de voltar a situação” como estava antes das intervenções.

Ajuda à Santa Casa ainda será discutida

Além da esperança de um prédio moderno, que desafogue a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, a “pedra fundamental” da maternidade municipal traz incertezas para este segundo equipamento, que enfrenta dificuldades financeiras e frequentemente lida com a superlotação de suas instalações.

A reportagem de O Diário perguntou ao prefeito Marcus Melo (PSDB) como ficará, após a inauguração da maternidade, o aporte financeiro que hoje a prefeitura faz na Santa Casa, que também recebe recursos do Estado. A resposta não foi conclusiva: “se a gente tiver que transferir serviços que estão lá para cá, ou deste local para lá, isso vai ter que ser muito bem conversado”.

Outro assunto questionado ao prefeito foi a situação do contrato emergencial da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Oropó, situação que se deu após o término do contrato entre a Prefeitura e a Organização Social (OS) Pró-Saúde. “A prefeitura está concluindo as licitações para ter uma nova empresa contratada. E teremos uma audiência nos próximos dias, na qual vamos procurar trabalhar para que tenha um acordo, para que as pessoas sejam remuneradas, pois trabalharam e precisam receber seus direitos”.


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