SAÚDE

Mogi das Cruzes confirmou 102 casos de dengue em 2019; casos cresceram na comparação com o ano anterior

SAÚDE Na comparação com 2018, registros da doença cresceram. (Foto: arquivo)
SAÚDE Na comparação com 2018, registros da doença cresceram. (Foto: arquivo)

A população deve redobrar os cuidados nessa época de calor e período de chuvas intensas para evitar a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela. A Secretaria Municipal de Saúde, através do Núcleo de Controle e Prevenção das Arboviroses (NCPA), afirma manter a situação sob controle e desenvolve ações para reduzir as ocorrências em Mogi das Cruzes, que fechou o ano de 2019 com 102 casos.

Os dados da Secretaria de Saúde confirmam que houve um aumento considerável de 1.357% no número de casos no ano passado em comparação com 2018, quando a cidade somou sete ocorrências durante os 12 meses. Em 2017 foram apenas seis casos. Em 2016 o município registrou 258. O ápice do problema ocorreu em 2015, com o registro de 963 pacientes confirmados com dengue.

Coordenadora do Núcleo de Prevenção, Débora Fumie Murakami explica que o aumento de casos em 2019 foi provocado por um novo sorotipo 2 da dengue, para o qual a população não estava imune, já que desde 2016, somente o sorotipo 1 e 4 circulavam no Estado.

Segundo ela, em Mogi, o controle é feito durante o ano todo com vistorias em desmanches, locais de reciclagem de lixo, floriculturas, cemitérios, escolas, unidades de saúde, hospitais, entre outras instituições com objetivo de reforçar a prevenção .

As equipes do Núcleo atendem as denúncias e demandas solicitadas na Ouvidoria. A atuação inclui visitas e orientações à comunidade, bloqueios indicados para locais com casos confirmados e para os levantamentos da Análise de Densidade Larvária (ADL).

Na opinião dela, mesmo tendo consciência, a população têm dificuldade para controlar o problema, por uma questão de hábito. “Quando fazemos as campanhas e chegam as notícias sobre aumento de casos as pessoas ficam atentas, mas passado o perigo as elas relaxam”, observa.

O Núcleo começou a realizar no ano passado um novo tipo de trabalho de educação mais participativa que envolve as escolas, associações de moradores, instituições religiosas e entidades sociais.


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