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Mogi sedia campeonato de karatê kyokushin, que há 48 anos revela talentos na cidade

Trazido do Japão, o karatê kyokushin completará em outubro 50 anos no Brasil, sendo 48 em Mogi das Cruzes. Hoje praticada em mais de 100 países, é uma das muitas modalidades de artes marciais e lutas com forte tradição na cidade que segue revelando talentos. E é aqui em Mogi que meio século de história […]

25 de junho de 2022

Reportagem de: O Diário

Trazido do Japão, o karatê kyokushin completará em outubro 50 anos no Brasil, sendo 48 em Mogi das Cruzes. Hoje praticada em mais de 100 países, é uma das muitas modalidades de artes marciais e lutas com forte tradição na cidade que segue revelando talentos. E é aqui em Mogi que meio século de história será marcado: neste domingo (26) acontece a 35ª edição do Campeonato Paulista de Karatê Kyokushin, no Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos, no Mogilar.

A entrada é gratuita. A organização, porém, pede a doação de um quilo de alimento não-perecível.

Kyokushin significa “aprofundar-se na verdade” e é um estilo do karatê dinâmico com treinos ostensivos.

O campeonato contará com a participação de cerca de 250 atletas, já inscritos, do Estado de São Paulo e do país, a partir de cinco anos, pré-mirim, até master, acima de 50 anos.

O evento é realizado pela Furlan Academia, com apoio da Prefeitura de Mogi. Na organização do campeonato está a Federação Paulista de Karatê Kyokushin, supervisionada pela Confederação Brasileira. 

O sensei e vereador Marcos Furlan, da Furlan Academia,vice-presidente da Federação Paulista de Kyokushin (e também vereador), destaca a expectativa dos atletas para esta edição do evento pós-pandemia:

“Teremos convidados de oito Estados, e esperamos um público total de até 1.500 pessoas entre atletas, professores, familiares e convidados. O kyokushin é uma tradição e esperamos que o município também prestigie nosso campeonato”.

O evento marca a efeméride dos 50 anos do estilo de karatê aqui no Brasil e também da estadia do shihan (título para mestre usado em artes marciais) Seiji Isobe, introdutor do Kyokushin no continente.

O estilo chegou à cidade dois anos depois, em 1974, graças a Isobe. Segue com o trabalho da academia Furlan, onde são ministradas aulas. 

Na semana passada a Câmara Municipal de Mogi consignou votos de aplausos e congratulações pela comemoração dos 50 anos do Karate Kyokushin, na pessoa do Shihan Seiji Isobe. O mestre receberá uma placa de aço escovado “com o objetivo de honrar toda sua dedicação na formação e ensinamentos destinados a milhões de pessoas”, segundo destacado no texto aprovado pela Casa.

“Shihan Seiji Isobe é hoje um exemplo para os mogianos e brasileiros por todos esses feitos, não só pela forma como introduziu a modalidade no continente sul-americano, mas como professor, pai, técnico conhecido e reconhecido pela comunidade das artes marciais em todo o mundo”, ressaltou o vereador Furlan, que preside da Câmara de Mogi. 

Em nota, a Câmara contou um pouco mais sobre a história do estilo Karatê Kyokushin, que foi batizado no Japão em 1957 pelo Grão Mestre Masutatsu Oyama. 

Mestre Oyama criou uma nova forma de luta, acrescentando a intensidade de contato própria do karatê, em realinhamento com as origens marciais do karatê de Naha, Okinawa, chamado Naha-te, do qual o estilo Kyokushin descende.

Natural do Japão, Seiji Isobe começou a praticar karatê aos 15 anos e tornou-se um discípulo do grão-mestre Masutatsu Oyama, que, em 1957, havia criado uma nova forma de luta, acrescentando o contato ao karatê, o que viria a ser o Karatê Kyokushin. Aos 21 anos, Seiji Isobe desistiu da carreira de engenheiro agrônomo e passou a trabalhar como instrutor na matriz kyokushin-kai, em Tóquio, onde graduou-se 2° grau na faixa preta.

Foi designado a participar do convívio do esporte fora do Japão, em países como China, Austrália e Estados Unidos. Ao final das viagens, veio para o Brasil, como seu destino final. Em 10 de outubro de 1972, Isobe chegou ao Brasil, desembarcando em Campinas.

Mesmo sem entender ou falar português, dedicou-se com êxito em estabelecer a prática. Após anos de treinos e de convivência com vários alunos, surgiram praticantes de talento, inclusive campeões mundiais. Uma marca histórica foi alcançada em 1999, quando Francisco Filho sagrou-se campeão mundial da modalidade.

Em Mogi das Cruzes, a história de Seiji Isobe começou em 1974, quando, a convite do professor de judô Yoshiteru Onishi, começou a ministrar aulas no Município na rua Coronel Souza Franco, acima da Casa Oliveira. Em pouco mais de seis meses de treinamentos, já orientava centenas de alunos.

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