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Mogi tem tentativas diárias de invasão

RAIO-X Além de tentativas feitas por famílias, 'grileiros' também anunciam terrenos irregulares na cidade. (Foto: arquivo)
RAIO-X Além de tentativas feitas por famílias, ‘grileiros’ também anunciam terrenos irregulares na cidade. (Foto: arquivo)

De janeiro a junho deste ano, a Prefeitura de Mogi das Cruzes demoliu uma média diária de 1,5 barracos de alvenaria ou madeira levantados em terrenos invadidas na cidade. Desde 2017, O Diário mostra que a média anual de tentativas fica em entre 3 e 4 invasões diárias. Na maior parte dos casos, as construções são realizadas em poucas horas e em áreas de preservação ambiental do município. No primeiro semestre deste ano, foram 288 intervenções da Guarda Municipal garantindo a preservação dessas áreas.

Na última quarta-feira, com o apoio da patrulha rural, e agentes do setor de posturas, Polícia Militar e as secretarias de Planejamento e Serviços Urbanos, uma ação no bairro Novo Horizonte, foram demolidos cinco barracos de madeira de grande porte e arrancadas cercas com mourões, arame farpado e madeira de uma área de aproximadamente dez mil metros quadrados. Segundo a prefeitura, foi apurado que os invasores são da zona leste de São Paulo, mas no momento da ação, não havia ninguém no local.

O secretário municipal de Segurança, o coronel reformado da Polícia Militar, Paulo Roberto Madureira Sales, acredita que as áreas de mata são as mais escolhidas para este tipo de crime porque as pessoas pensam que a fiscalização demora a chegar ao local. O titular da pasta pontua que a fiscalização é diária na cidade, bem como também há diversas denúncias que ajudam a preservar esses espaços.

“É um pessoal que não é de Mogi. Geralmente são pessoas que estão vindo da Zona Leste e mais ainda no final de semana. Eles cercam como se fosse uma propriedade reservada e constroem rápido, porque se quando a gente chegar já tiver alguém morando, precisa de uma decisão judicial para retirá-los de lá. Caso contrário, na mesma hora os agentes já derrubam a casa e autuam quem estiver no local. Eles respondem por crime ambiental”, detalha o secretário.

Sales ressalta ainda que a cidade também sofre com a ação de grileiros, que cercam as áreas, fazem fotos, e anunciam os terrenos na internet, e o comprador só descobre que se trata de uma área de preservação depois que já efetuou o pagamento, e acaba perdendo tudo. A orientação é para que antes de comprar alguma área na cidade, verificar com a prefeitura se o local é legalizado, se há alguma pendência ou impedimento de construir.

A área invadida desde o começo do ano soma 40 mil m², que estavam demarcada com arame, mourões e cercas de bambu e madeiras. Isso corresponde a quase seis campos oficiais de futebol. Os principais bairros afetados por essas ações são Jardins Aeroporto I, II, e II, Santos Dumont, Layr, Piatã, Margarida, as vilas Aparecida, Estação e Pomar, além de Jundiapeba, as fazendas Rio Acima, Cuiabá e a Vila Moraes.


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