CASO

Mogianos ainda enfrentam escassez de botijão de gás

demanda Procura por gás de cozinha teve aumento nos últimos dias em todo o Estado. (Foto: Eisner Soares)
DEMANDA Procura por gás de cozinha teve aumento nos últimos dias em todo o Estado. (Foto: Eisner Soares)

Aos poucos, os mogianos vão conseguindo comprar os botijões de gás em meio à falta generalizada na Capital e também na Região Metropolitana. No começo da semana, O Diário mostrou a história de quem não estava encontrado o produto na cidade. A Ultragaz, uma das principais distribuidora dos botijões no Estado, atribuiu a situação à aquisição acima do normal pelas pessoas que estão em casa, a fim de estocar com receio do produto acabar.

A professora de inglês Juliana Prado de Oliveira está entre as pessoas na cidade que ficaram sem gás. O botijão dela acabou no sábado, mas só conseguiu comprar outro na noite da última segunda-feira. Enquanto isso, ela e a mãe utilizaram as panelas elétricas para preparar comida. “Nós conseguimos na Vila Nova Cintra a R$ 78,00, no lugar em que colocaram o meu nome na lista”, contou à reportagem.

Outro morador da cidade que enfrentou o mesmo problema foi o contato de novos negócios, Rodrigo Gonçalves. Ele também ficou com o nome na lista de uma distribuidora, mas não recebeu o retorno. “Consegui em outro lugar, no bairro do Rodeio e mais barato, saiu a R$ 65,00. O lugar é pequeno, não me falaram o motivo de terem ficado sem, nem como conseguiram mais”, diz.

Em nota, a Ultragaz informou que o isolamento social provocou uma mudança de comportamento nos consumidores para estocar gás, comprando um segundo botijão de reserva, o que tem provocado escassez do produto.

A empresa assegurou que vem orientando e solicitando a seus mais de 5 mil revendedores que, apesar da liberdade de fixar seus próprios preços, sejam sensíveis à situação de pandemia que todos enfrentam e mantenham sua prática normal de preços – o que a grande maioria já vem fazendo. A Ultragaz diz que casos identificados não serão tolerados e a empresa agirá energicamente.

Além disso, a Ultragaz enfatizou que considera essenciais as ações de fiscalização que vêm sendo adotadas por organismos de controle, especialmente o Procon para a garantia das boas práticas do mercado.

A empresa assegura que mantém suas operações em pleno funcionamento, com revendedores trabalhando diariamente para que a população receba o produto em casa e que o pontual desabastecimento ocorrido pela demanda extraordinária em algumas regiões já está sendo gradualmente normalizado.

No entanto, a reportagem do SPTV1, jornal da Rede Globo, descobriu que há manutenção no duto que leva o gás da Petrobras, em Santos, até a sede da Ultragaz, na cidade de Mauá, e que o fornecimento é feito com caminhão, por isso está demorando maior tempo para a chegada da carga.

O Diário tentou contato com diversas distribuidoras de gás na cidade, a fim de verificar como está a situação na cidade, mas as ligações não foram atendidas.


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