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Luto

Aos 69 anos, pastora Marlene é mais uma vítima da Covid em Mogi

Ela estava internada desde a última sexta e não resistiu às complicações da doença. A filha Carla Pozo alerta para a importância do distanciamento social.

Larissa RodriguesPublicado em 30/03/2021 às 12:44Atualizado há 2 meses
Há 25 anos Marlene se dedicava à religião / Reprodução - Facebook
Há 25 anos Marlene se dedicava à religião / Reprodução - Facebook

A mogiana Marlene Santana Caetano foi sepultada às 11 horas desta terça-feira (30), no cemitério da Saudade, em Mogi das Cruzes. Aos 69 anos, a pastora Marlene – como era conhecida – foi mais uma vítima da Covid-19 na cidade. Ela estava internada na Unidade de Ponto Atendimento (UPA) do Rodeio desde a última sexta-feira (26) e não resistiu às complicações da doença.

Mãe da escritora mogiana Carla Pozo, Marlene publicou dois livros de poesia nos anos 80. “Eu trago a literatura comigo por causa dela. Naquela época, poucas mulheres publicavam livros e ela já tinha os dela”, relembra a filha.

Antes de se dedicar à religião, ela chegou a trabalhar como feirante e corretora de imóveis. Há 25 anos se tornou evangélica e atualmente era pastora na igreja Projeto Família de Deus, em César de Souza. Segundo Carla, ela se orgulhava em ser formada em Teologia e por ter passado pela disciplina de Psicologia na Universidade Aberta à Integração (Unai). “Ela já pensava em fazer outro curso e sempre incentivou as pessoas a estudarem, mas não para ser arrogante e sim para acolher”, conta.

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Marlene, além de Carla, deixa outros três filhos, sendo eles Marcelo Santana, Daniel Santana Caetano e Paulo Henrique Santana Caetano; três netos, Beatriz Santana Pozo, Thiago Santana e Gabriel Santana e o bisneto Pedro Augusto Pozo Leal.

Ela era casada com Aparecido Laudevino Caetano, 70 anos, que está internado por conta das complicações da Covid-19. Os dois começaram a sentir os sintomas da doença juntos, no dia 19 deste mês, quando procuraram o Hospital Municipal, em Braz Cubas. Inicialmente, receberam a prescrição de remédios e voltaram para casa. No dia 23, ele procurou pela UPA do Rodeio e três dias depois conseguiu uma vaga no Hospital Luzia de Pinho Melo, onde segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“A minha mãe sempre foi uma pessoa muito feliz, que viveu pelo outro, que viveu por amor. O que acalanta nosso coração é saber que ela fez tudo o que ela acreditou. Eu ainda não consegui chorar pela morte dela, porque já estou sofrendo há um ano pelas milhares de vidas que estão sendo perdidas. Faltavam 10 dias para ela se vacinar e isso aconteceu, mesmo com ela se cuidando. As pessoas não podem duvidar do vírus. Precisam ficar em casa e se cuidar. Não brinquem, não fiquem apenas esperando pela vacina”, alerta Carla.

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