COMPARAÇÃO

Número de queimadas em Mogi das Cruzes cresce quase 80% entre 2019 e 2020

CENA Corpo de Bombeiros atendeu 45 ocorrências em Mogi, em julho. (Foto: Eisner Soares)

No comparativo entre os sete primeiros meses de 2019 e 2020, o número de queimadas em Mogi das Cruzes aumentou quase 80% de um ano para o outro. Desta vez, foram 184 registros no período, enquanto no ano passado houve 104. Em julho deste ano, 46 ocorrências do tipo foram atendidas pelo 17º Grupamento do Corpo de Bombeiros, número semelhante ao mesmo mês em 2019, quando foram 49.

Além do município, foram divulgados os dados de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis e Suzano. Juntas, essas oito cidades do Alto Tietê também apresentaram um aumento considerável nos registros, o equivalente a 51%. Foram 282 nos sete primeiros meses do ano passado e 426 até julho de 2020. Depois de Mogi, Suzano apareceu com o maior o número de ocorrências, sendo 62 no período.

Uma maior quantidade de queimadas é esperada durante o período de estiagem, que vai de maio até outubro. Este ano, porém, os registros começaram a aumentar já em abril. Em 2019, o mês apresentou apenas cinco ocorrências, enquanto este ano o número subiu quase 800%, chegando a 42. Maio também teve aumento considerável, indo de nove para 53. Já em junho, os dados foram semelhantes, com 26 no ano passado e 27 agora.

O problema foi intensificado em quase todas as cidades da região, mas teve diminuição significativa apenas em Itaquaquecetuba, de quase 25%. Até julho do ano passado, houve 65 ocorrências do tipo por lá, enquanto desta vez foram 49.

As queimadas muitas vezes são causadas pela própria população, seja acidentalmente – jogando uma bituca de cigarro, por exemplo – ou propositalmente, queimando coisas ou o próprio mato na tentativa de limpar terrenos. As consequências disso podem ser extremamente prejudiciais ao meio ambiente.

Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros informou que entre esses prejuízos estão o rebaixamento de lençol freático; a redução da umidade do ar e da média pluviométrica; a diminuição ou extinção de cursos d’água; o aumento da temperatura média e da erosão do solo e alterações da fauna, com extinção de algumas espécies e emigração de outras.

A corporação orienta ainda que ao se deparar com o incêndio em uma floresta, o primeiro passo deve ser ligar imediatamente para os telefones 193 (Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar) e nunca supor que alguém já tenha feito o chamado. Deve-se manter a calma e responder às perguntas do agente. Em seguida, fazer rapidamente uma análise geral da ocorrência verificando se há vidas em perigo, localização dos focos, edificações vizinhas, topografia do terreno (ascendente ou descendente) e direção do vento, além de planejar rotas de fuga.

Já se a pessoa morar em uma região em que a casa possa ser atingida por um incêndio, a orientação é retirar animais e todos os membros da família. Outras medidas são usar calças e camisas de manga comprida para proteção, remover combustíveis e itens que possam queimar em torno do imóvel, incluindo pilhas de madeira, móveis de jardim, churrasqueiras, coberturas de lona, entre outros.

Antes de sair deve-se ligar as luzes de fora e deixar uma acesa em cada sala para torná-la mais visível, no caso de fumaça pesada, ajudando na visibilidade das equipes de socorro. As portas e janelas também devem ficar fechadas, mas desbloqueadas. Pode ser necessário para que os bombeiros consigam entrar rapidamente no imóvel a fim de combater o incêndio.

Para evitar queimadas também é imprescindível não jogar cigarros ou fósforos acessos às margens das rodovias, especialmente de carros em movimento. Outra ação é evitar acender fogueiras e qualquer tipo de queimadas. Quando forem necessárias para fins agrícolas (cana e algodão, regulamentadas por lei), os vizinhos e a Polícia Ambiental devem ser avisados com dois dias de antecedência.


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