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EDUCAÇÃO

A Covid mostrou os grandes problemas da escola

Prédios escolares estão passando por reformas porque não tinham, no passado, nem banheiros e pias adequados para os alunos

O DiárioPublicado em 23/09/2021 às 07:02Atualizado há 2 meses
Divulgação
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Nada se compara, na história recente, ao escrutínio da educação brasileira possibilitado pela pandemia da Covid-19. Ainda que a crise sanitária tenha um caráter de excepcionalidade, o desmonte e a negligência com a escola pública estão sendo dura e precisamente revelados desde o ano passado quando se teve a noção do tamanho das dificiências estruturais dos prédios com banheiros quebrados, sem pias, sabonete e papel higiêico,  esses itens se tornaram um dos pontos centrais da discussão sobre a insegurança e os riscos da volta às aulas presenciais.

Por mais que os governos, inclusive os de estados mais ricos e com melhores índices de aprendizagem, como São Paulo, insistam em propagandas facilmente desmontadas pela realidade, o que se viu foi uma corrida inglória para tapar os buracos e cuidar dos itens mais básicos possíveis para a manutenção dos hábitos de higiene no interior das escolas e a prevenção ao vírus.

Obras emergenciais são tocadas, porém a execução dos projetos começou tarde demais e coincide com a comunidade escolar frequentando as unidades. 

É um descalabro tão grande que pode passar longe  do crivo da cobrança popular diante de tantas outras urgências - saúde, emprego, inflação, mas terá efeito extremamente negativo na formação dos cidadãos que vão trabalhar, pesquisar e conduzir o País no futuro.

Tudo bem que, menos mal, as reformas saem do papel, mas essa situação denota quanto todos perdem com a precarização da educação brasileira, acentuada nas gestões atuais, mas que já existiam nos governos passados,  Banheiro e pia em condição de uso em escola é um deboche com o cidadão e o contribuinte.

Nesta semana, a decisão da Vigilância Sanitária de Mogi de interromper as aulas na EE Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas, não se deu por outro motivo senão a completa falta de mínimas condições para o recebimento dos alunos, professores e colaboradores.

Nem todas as escolas estão nesse mesmo barco.  Mas, algumas que estejam, fora do padrão, nesse momento de retorno e ainda  depreocupação com a baixa cobertura vacinal e casos da Covid pipocando, é um erro imperdoável da política pública que reabre um prédio público sem zelar pelos cidadãos que vão frequentá-lo.

Tudo isso está no mesmo guarda-chuva que termina, no alvo dessa temática, no coração e na mente do estudante, e alimenta a evasão e a desilusão com a escola, os governos e o Brasil.

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