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TRATAMENTO E CURA

A fila de espera na Saúde

Com a redução dos casos de Covid, a demanda por atendimento em todas as demais áreas da saúde será mais cobrada pelo cidadão e a opinião pública

O DiárioPublicado em 11/10/2021 às 18:07Atualizado há 2 meses
Rápido acesso ao médico reduz o tempo de tratamento e melhora a chance de cura / Divulgação - Pixabay
Rápido acesso ao médico reduz o tempo de tratamento e melhora a chance de cura / Divulgação - Pixabay

Com ou sem pandemia, o pior pesadelo da gestão pública é o tamanho da fila pela primeira consulta na rede básica de saúde.

Esse primeiro acesso ao serviço público rege os índices de letalidade das doenças e da qualidade de vida de uma cidade.

 As semanas ou meses de espera para chegar ao médico, realizar os exames, retornar com os resultados, e depois daí, iniciar um tramento e/ou migrar para outra fila - a de procedimentos mais especializados e complexos -, determinam o tempo que levará o tratamento, cura ou não.

No final de semana, em um levantamento solicitado por O Diário, a Secretaria Muncipal de Saúde informou que o tempo de espera por uma consulta em uma unidade básica está levando entre 30 a 40 dias. Além disso, confirmou que há 15 mil pessoas na fila de espera da pasta.

Quando se leva em consideração a excepcionalidade de uma pandemia e estrutura do setor em outras cidades e regiões, esse período não é dos piores. Porém, já para uma consulta em uma área um pouco mais específica, como a ginecologia, o prazo se dilata e pode chegar a 80 dias, ou quase três meses. A Prefeitura não estima quanto tempo leva para agendar uma consulta em um dos ambulatórios de especialidades (Unica, Luzia ou AME).

Nessa demora reside um dos maiores desafios a serem enfrentados pelo médico Zeno Morrone Júnior,  cotado para assumir a Secretaria Municipal de Saúde, após se desvenciliar de impedimentos legais.

A demora de meses para um diagnóstico de doenças de áreas como as da cardiologia, reumatologia ou cirurgia geral tem grande impacto no sucesso e no período do tratamento e cura, dependendo da gravidade e estágio da patologia.

A Prefeitura tem planos para acelerar o atendimento por meio de mutirões. Que isso seja breve.

A melhoria dos índices de internação por Covid é flagrante, o que exigirá respostas mais rápidas para as demandas represadas desde 2020.

Prevista para este mês, a abertura do Hospital Municipal de Braz Cubas para pacientes com doenças, além da Covid, e as primeiras cirurgias são um passo importante para o setor que seguirá no centro da atenção do cidadão e da opinião pública nos próximos meses. A este jornal, Zeno Morrone, que se manteve como um consultor na Saúde, demonstrou que essas medidas começarão a ser executadas em um tempo muito breve. Esse é um bom sinal.

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