MENU
BUSCAR
EDUCAÇÃO

Aula presencial será um novo e grande teste

Mesmo com o retorno gradual e hídrido do ensino, na prática diária, a educação brasileita passou a ser ainda mais desigual, irregular e precária em muitas localidades

O DiárioPublicado em 13/10/2021 às 16:07Atualizado há 2 meses
Uma parte dos alunos brasileiros se afastou de vez da escola durante a pandemia / Divulgação
Uma parte dos alunos brasileiros se afastou de vez da escola durante a pandemia / Divulgação

Os dois mais recentes anúncios do Governo do Estado sobre a plena retomada das aulas presenciais, a partir da próxima segunda-feira, dia 18, e do fim do distanciamento no interior das unidades de ensino, em 3 de novembro, passam a ser acompanhados com interesse por 3,5 milhões de famílias que possuem filhos matriculados em todo o Estado.

Será um novo e grande teste para todos: poder público, escolas, professores, alunos e pais de estudantes, sociedade civil organizada.

Essa nova etapa do Plano SP é determinada, segundo o Governo do Estado, pelo avanço dos índices de vacinação, redução de internações e da gravidade dos casos de Covid-19 e uma urgente demanda social e educacional 

Mesmo com o retorno gradual e hídrido do ensino, na prática diária e no mundo real, a educação brasileita passou a ser ainda mais desigual, irregular e precária em muitas localidades. A internet de qualidade e rápida foi responsável pelo afastamento de muitos estudantes da escola.

Educadores, ongs e entidades como a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP) afirmam que boa parte das escolas sequer foi adaptada integralmente para atender aos protocolos sanitários e ao distanciamento social que ainda estão em vigor.

 A despeito dessas falhas, a preocupação em se oferecer o ensino presencial ocorre porque a pandemia deixou fora da escola uma grande parte dos alunos brasileiros.

Balanços de matrículas do ano passado já mostravam isso. Muitos se desinteressaram de vez do estudo. E, mais grave ainda, estimativas sobre a adesão ao ensino presencial e hídrido revelavam que uma boa parte não tinha abraçado o modelo oferecido.

Em agosto passado, por exemplo, segundo dados do Estado, 60% desse contingente havia retornado às aulas presenciais e o restante continuava no ensino online.

A obrigatoriedade da volta às aulas terá exceções, como os alunos que têm graves problemas de saúde (e terão de apresentar atestado médico). Será uma nova fase de adaptação à pandemia, que segue em curso mesmo com a evolução da imunidade coletiva contra esse vírus.

A exposição de alunos, professores e colaboradores das escolas públicas e privadas continuará existindo. A Covid é mais uma doença infecciosa, como gripes e meningite. Um pacto coletivo será relevante para que a vida escolar dê certo. Esse será o maior teste ao poder público e a sociedade organizada para se monitorar casos e as condições estruturais das escolas. Apesar do desejo pela normalidade, a vida vem em primeiro lugar. Ainda mais a vida de quem representa o futuro de todos nós. 

ÚLTIMAS DE Editorial