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Prefeito e vereadores novos e reeleitos

O DiárioPublicado em 11/01/2021 às 16:26Atualizado em 12/01/2021 às 07:08

O Ano Novo iniciou sem a costumeira explosão de alegria, de abraços, sem fogos e sem concentrações para comemorar o Réveillon.

Houve, ao contrário, momentos de oração, súplicas e pedidos, momentos de culto e de celebrações religiosas. A maioria dos salões vazios, os clubes sem muita movimentação, mas houve muito movimento nas lojas. Nas casas, todos aguardavam a virada do ano. Foi assim que na noite de 31 de dezembro, se foi o 2020 e nasceu o 2021.

No dia 1º de janeiro, os candidatos eleitos assumiram cargos no Executivo e Legislativo. A TV Diário e a TV Câmara transmitiram os discursos altamente programáticos pronunciados pelos novos prefeitos.

Enfático e enérgico na expressão oratória, foi o discurso do novo prefeito municipal, Caio Cunha, faiscando liberdade de pensamento, ousadia em discursar sobre programas e projetos a serem realizados em seu  mandato. Entre aplausos, prefeito e vereadores tomaram posse. A cidade  desejou-lhes um futuro promissor de avanços   no campo social, urbanístico e periférico. Na cerimônia de posse, o número de munícipes, seja na cidade que no inteiro Brasil foi restrito, respeitando a recomendação, em tempo de pandemia.

No entanto, os cidadãos devem acompanhar a política. Devem ser capazes de identificar e avaliar a postura e o desempenho político dos eleitos. Foi o que aconteceu em Mogi. Houve uma certa simetria entre o olhar a conduta política dos candidatos e o voto  É lamentável, ver uma parte dos políticos jogarem para trás a bandeira pela qual prometeram de lutar para alcançar relevantes interesses pessoais ou partidários.

Do outro lado, há cidadãos que mostram pouco interesse por programas e ações sociais a serem implantadas sobretudo nas periferias. Não cobram pelo cumprimento das promessas feitas na campanha e não participam das sessões da Câmara.

Há, no embaraçado labirinto político, coisas que o cidadão comum não entende. Eu mesmo não entendo, como após terminada uma campanha onde a população tinha formado uma convicção sobre o posicionamento de seus candidatos no bloco do governo ou da oposição, e de repente vê acontecer uma aliança que nunca imaginava que pudesse acontecer.

Que o amor pela cidade indique o rumo e a direção a serem tomados, sendo que a maior atenção não será dada ao reinado da direita ou da esquerda, mas ao direito do povo de continuar a viver em sintonia com as tradições sagradas, cívicas, culturais e vislumbrar novos sinais de vida, de justiça e de igualdade. Resta-nos esperar por mudanças sempre mais profundas no caminho da democracia e da civilização. É necessária uma conversão interior, religiosa, política e social, que somente pode acontecer pela fé no Deus da Vida. A política, sem profetismo, sem aquele espírito de serviço, torna-se mera burocracia e tecnocracia em detrimento do bem comum.

Carmine Mosca é administrador da Paróquia de São Sebastião, de Mogi das Cruzes 

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