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BRIGA DE TRÂNSITO

Polícia faz duas reconstituições de briga que acabou em morte na Vila Oliveira

Caso ocorreu no último dia 4 de abril, quando Ricardo de Oliveira Soares, 25 anos, foi atingido por disparo de arma de fogo por Iago Alves de Oliveira, 29

Carla OlivoPublicado em 28/04/2021 às 20:16Atualizado há 2 meses
Reprodução - TV Diário
Reprodução - TV Diário

A Polícia Civil reconstituiu na manhã desta quarta-feira (28) a cena da briga de trânsito ocorrida no último dia 4, na Vila Oliveira, que levou à morte de Ricardo de Oliveira Soares, 25 anos, atingido no pescoço por um tiro desferido da arma de Iago Alves de Oliveira, 29. A vítima foi socorrida ao Hospital Luzia de Pinho Melo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu 14 dias depois.

O delegado responsável pela investigação, Francisco Del Poente, titular do 1º Distrito Policial, e peritos recriaram as cenas daquela noite. Um quarteirão foi interditado para o trabalho e Vitória Gomes Fukushi, 20, viúva de Ricardo, e o suspeito, Iago, ficaram mais uma vez frente à frente. A reconstituição do caso levou cerca de uma hora e contou com duas versões diferentes. 

"De acordo com o que a Vitória passa e foi inclusive o que ela já disse no momento do ocorrido é que, na esquina anterior quase ocorreu uma colisão entre os veículos e, na rotatória à frente, foi quando Ricardo teria descido para conversar com o outro réu, onde ocorreu a discussão e o disparo da arma de fogo", explicou Denis Souza do Nascimento, advogado da vítima, em entrevista à TV Diário.

Já o advogado do suspeito, Odair Alves, a reconstituição foi solicitada porque houve mudança nas versões apresentadas por Vitória. "Em um primeiro momento, quando a Polícia Militar atendeu a ocorrência, a versão dada por ela foi a de que o marido teria perseguido Iago e tentato tomar a arma dele. Na Delegacia, quando o advogado dela chegou, ela mudou um pouco a versão. E como ela alega que teve uma fechada antes e naquela rua em que eles vinham havia muitas câmeras, entramos com medida cautelar pedindo as camêras de toda a via para provar que não teve fechada nenhuma do Iago em cima dele", disse Alves, também à TV Diário.

Nesta quarta-feira (28), primeiro foi a vez da mulher da vítima, Vitória, relatar os fatos. Depois, o suspeito, Iago, também apresentou sua versão do caso.

Ainda segundo o advogado do suspeito, Iago alega que quando o Ricardo desceu do carro, estava com algo metálico na mão, mas ele não conseguiu ver o que era e pensou que fosse uma arma. "Depois ele não viu mais, porque da altura da janela não dava para ver a mão do Ricardo, mas achou estranho que a primeira porrada foi de esquerda e achou que ele pudesse ter alguma coisa na mão. Depois que ele atirou, ele não viu mais este objeto. Depois, a Polícia encontrou este objeto metálico, que era uma chave de roda junto com um pano com sangue no banco traseiro do veículo. Nossa missão era fazer este passo a passo, mostrar exatamente o momento da discussão, posicionamento da arma, se tem ação de defesa ou de reação e como aconteceu este disparo", completou Odair Alves.

Iago foi levado à delegacia, ficou um dia preso e foi liberado para responder ao crime em liberdade. Agora, a Polícia tem 30 dias para concluir o inquérito.

"Ele (Iago) não fugiu da cidade, não está afastado das investigações e está se colocando à disposição da Justiça. Foi este o entendimento judicial. Não está havendo coação a testemunhas e não há um fato que perturbe a investigação e o curso natural do processo", explica o delegado Francisco Del Poente, responsável pela investigação.

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