PLANO SÃO PAULO

Prefeitos do Alto Tietê pressionam o Estado por mais leitos

RETOMADA Reforço de leitos na região mantém a expectativa de lideranças. (Foto: arquivo)
ESTRUTURA Região aguarda a prometida ampliação de serviços, como o Hospital das Clínicas de Suzano. (Foto: arquivo)

A avaliação feita nesta sexta-feira (3) pelo Governo do Estado indica uma evolução positiva do Alto Tietê na maioria dos indicadores do Plano São Paulo, que tem as mudanças de fases realizadas a cada 15 dias. Para subir da fase laranja para amarela no próximo dia 10, no entanto, a região espera que o Estado amplie o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para suprir os problemas de internações em Itaquaquecetuba. Mogi das Cruzes, apesar de ter feito a lição de casa, depende de os municípios vizinhos para poder chegar na terceira etapa do programa e reabrir parcialmente mais setores do que previa, como academias, centro cultural e cinemas.

O prefeito Marcus Melo (PSDB) explica que o município conta com estrutura para atender as demandas de internações, “com índices que poderiam levar a cidade para a fase amarela e até verde”, mas reforça a necessidade de cobrar a promessa de instalação de mais leitos na região feita pelo Estado para ajudar a desafogar a rede em cidades como Itaquaquecetuba, que ontem estava com 95% dos leitos ocupados, o que pode colocar determinar um retrocesso nesse processo. Aliás, foi exatamente motivou um alerta à cidade, feito pelo Comitê Estadual de Contingência do Coronavírus.

Mesmo com os problemas de Itaquá, o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) observa que o Alto Tietê registrou aumento de 1,26% na oferta de leitos Covid-19 e redução de 9,75% na taxa de ocupação de UTI. Na evolução da doença, a região teve redução de 3,57% em novos casos confirmados e de 52,17% no número de óbitos. Já as internações tiveram um aumento de 10,63%.

O Condemat reforçou a solidariedade a Itaquaquecetuba, que recebeu a recomendação para retroagir à fase vermelha por causa do aumento da taxa de internação.

O Consórcio observa que o atendimento em Itaquaquecetuba, é feito no Hospital Santa Marcelina, com regulação da ocupação de vagas pelo próprio Estado (via Central de Regulação – Cross). A Prefeitura da cidade responsabiliza o governo e afirma que “a situação reflete o descompromisso do próprio Estado em ampliar as vagas hospitalares”. Informa ainda que desde abril, a cidade pede, sem sucesso, novos respiradores.cm

Na avaliação dos prefeitos, a capacidade hospitalar do Alto Tietê pode ser ampliada com os leitos (UTI e enfermaria) prometidos pelo Estado e que ainda não foram implantados no Hospital das Clínicas de Suzano e Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Mogi. Conforme anúncio feito em maio pelo secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, o prazo para essas unidades era junho, sendo 40 leitos de UTI (10 no HC e 30 no Dr. Arnaldo) e 110 de enfermaria (80 no hospital de Suzano e 30 no de Mogi).


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