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Programa da JSL forma e capacita mulheres na direção

Com objetivo de incentivar a diversidade e a criação de oportunidades para que as mulheres possam chegar à área operacional e se sentirem seguras, a JSL, empresa com um dos maiores portfólios de serviços de logística do país, criou o programa Mulheres na Direção, que tem o slogan “Lugar de mulher é onde ela quiser”.  […]

1 de outubro de 2022

Reportagem de: O Diário

Com objetivo de incentivar a diversidade e a criação de oportunidades para que as mulheres possam chegar à área operacional e se sentirem seguras, a JSL, empresa com um dos maiores portfólios de serviços de logística do país, criou o programa Mulheres na Direção, que tem o slogan “Lugar de mulher é onde ela quiser”. 

A segunda edição da ação, que teve o projeto piloto desenvolvido 2021, no Centro Logístico Intermodal, em Itaquaquecetuba, no Alto Tietê, acontece em Uberaba (Minas Gerais). “O primeiro programa contemplou cidades no Estado de São Paulo onde temos operações e havia vagas em aberto, como Mogi e região, Jacareí, Louveira, Piracicaba e São Bernardo do Campo. Tivemos 600 inscrições, 22 selecionadas, 12 escolhidas para participar do projeto e 11 atuando nas nossas operações”, destaca Daniella de Melo, instrutora de treinamento líder operacional da JSL. 

“Os resultados foram muito positivos. Tivemos 300 horas de treinamentos, divididas em teoria, parte técnica e operacional, na prática. Estas mulheres tiveram mais segurança para assumir suas atividades como motoristas carreteiras. Fizemos a capacitação, com parceria na parte comportamental e treinamento de viés inconsciente para todos os envolvidas no programa, os gestores imediatos que as receberam em suas operações, os motoristas padrinhos, que as acompanharam no início da jornada, as mulheres que já tínhamos na companhia e aquelas que estavam chegando”, explica Daniella.

Segundo ela, a proposta é proporcionar a chegada de mulheres sem experiência e capacitá-las para que possam ingressar tanto no ambiente de transporte rodoviário quanto na operação de máquinas. “Nosso objetivo é ter novamente uma nova edição no Alto Tietê, mas o projeto piloto acabou contemplando estas cidades, e hoje temos, em operações de carga, duas mulheres carreteiras de Mogi trabalhando conosco e uma do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo. Queremos lançar mais programas para trazer mais mulheres para atuar na nossa região”, revela.

Diferente do programa piloto, que teve foco apenas na capacitação, já que como a exigência era ter a CNH categoria B, a mulher já vinha com esta habilitação do Detran, a segunda edição desenvolve também a formação. “Então, um dos requisitos também é ter a CNH categoria B, mas não é necessária a formação no curso de operadora de empilhadeira, porque vamos proporcionar isso através da parceira com o Sest/Senat (Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte)”, conta Daniella.

O processo de inscrições em Uberaba, onde a empresa tem a cervejaria do Grupo Petrópolis como cliente, foi encerrado com 176 interessadas em 15 vagas no local. “Abrimos a divulgação do programa, nas redes sociais, e minha coordenadora, Maria Helena Nunes, focou em trabalhar com mulheres de alta vulnerabilidade social. Fizemos parceria com a Prefeitura de Uberaba, junto com o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e do Creas (Centro de Referência Especializados de Assistência Social), divulgamos internamente na empresa e no cliente, para o programa de valorização da família, a fim de que todas as pessoas pudessem participar, mas com foco nas mulheres de alta vulnerabilidade social”, detalha.

Durante o processo seletivo, Daniella conta que, ao conhecer as histórias destas mulheres, era comum se deparar com aquelas que não têm apoio da família, dentro das próprias casas. “As pessoas ainda têm este viés de que a área operacional não é para mulheres, que elas podem se tornar um impacto negativo para a operação, porque têm filhos, TPM, e até as enxergam como frágeis para exercer algumas atividades operacionais. Muitas vezes elas desistem por falta de estímulo em casa”, conta. 

Foi a partir destas histórias que o programa passou a avaliar vários critérios, além da CNH na categoria B, como testes de perfil psicológico e de atenção concentrada, já que a operação de máquina requer atenção e segurança. “Nos chamaram atenção as mulheres que brilharam os olhos, que nos mostraram que realmente querem aquilo para a vida, buscam uma mudança, a realização de um sonho e que estão empenhadas em desenvolver isso”, revela a instrutora. Embora o objetivo ao término do programa seja alocar estas mulheres nas operações, aquelas não contratadas são inseridas no banco de dados da empresa para novas oportunidades.

A instrutora lembra que é preciso driblar outros preconceitos. “Deixamos sempre claro que a mulher não quer ocupar o lugar de ninguém. Presenciei muitas vezes, chegando nas operações com as mulheres e realizando treinamentos nos pátios, postos e centros logísticos, os homens dizendo: ‘Está chegando a mulherada para pegar o nosso lugar’. A gente não quer o lugar de ninguém, porque não foi definido que este ambiente é para o homem. Aquele ambiente é para todos. Não queremos fazer uma exclusão de homens, mas conviver e trabalhar juntos, no mesmo espaço, que está ali para todos, seja administrativo ou operacional. É preciso quebrar estes preconceitos que impactam o número de mulheres nestas áreas”, avalia.

JSL

Fundação: 1956 em Mogi das Cruzes

Empregos: 25 mil colaboradores diretos e 10 mil agregados e terceirizados 

Área de atuação: todo o território nacional e em 7 países

Serviços: transporte de cargas, logística para transportes dedicados, logística de commodities, logística interna, fretamento e gestão de frota com mão de obra, serviços de armazenagem e distribuição urbana

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