FESTA

Programação do Carnaval de Mogi tem desfile, blocos e festas em clubes

Blocos de rua, festas em clubes e o desfile das escolas de samba na avenida Cívica. Mogi das Cruzes está com uma extensa programação para quem vai aproveitar o Carnaval na cidade. Hoje, três grupos passam animando o público pelas ruas centrais, com o primeiro, que é o CaiNaFolia, começando às 14 horas, na Praça João Antonio Batalha, no Shangai.

De lá, a bateria do bloco parte pelas ruas Major Pinheiro Franco, Padre João, terminando na João Batista de Toledo, em frente à entrada para a passarela da Padre João. Os foliões deverão permanecer por ali até as 18 horas. Neste mesmo horário, terá início o Mogi das Queens, na Praça Oswaldo Cruz, com a participação de DJs e drag queens. A festa acontece até as 22 horas.

Fechando o sábado, das 19 às 22 horas, haverá o Entruido da Vó. O ponto de encontro será o Largo do Rosário. O grupo segue pela rua Dr. Paulo Frontin, entra na Praça Monsenhor Roque Pinto e continua pelas ruas Flaviano de Melo e Dr. Corrêa, finalizando no Largo Bom Jesus.

Outros cinco grupos estão agendados para o domingo, sendo que dois deles – o Bloco das Caboclas e o Gira Mundo Bonecos Gigantes de Sabaúna – estarão juntos no Largo Bom Jesus, das 15 às 20 horas, o que acontece ainda na segunda-feira. Logo depois, ainda no domingo, tem início o Bloco da Digi, com banda e DJ, também no Largo. Às 15 horas, o Bloco do Come Quieto começa na Praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, seguindo até a Praça Oswaldo Cruz.

Guarda Municipal dará apoio

Assim como acontece na organização do desfile das escolas de samba, na avenida Cívica, os blocos de Mogi das Cruzes também contarão com apoio de agentes de trânsito, da Guarda Municipal e serviços dos empreendedores de rua. Segundo a Prefeitura, o mesmo esquema foi planejado para os dois tipos de evento.

Assim, o público poderá comprar alimentos e bebidas dos vendedores ambulantes que já são previamente cadastrados na administração municipal, além de contar com apoio dos agentes. Para dar conta da demanda, atuarão entre 40 e 50 guardas municipais por dia e a base de monitoramento móvel vai se deslocando conforme a programação dos blocos.

No Largo Bom Jesus serão instalados sete banheiros químicos, com capacidade para 200 pessoas cada, ou seja, 1,4 mil pessoas ato todo. Para que tudo saia como o planejado, a Prefeitura diz ainda que conta com a colaboração do público e dos responsáveis pelos blocos.

Movimento defende a luta contra o machismo

ALERTA Malu destaca aumento de assédios às mulheres no Carnaval.

Natan Lira

A luta contra o machismo ganhou mais força neste Carnaval de Mogi das Cruzes – o maior dos últimos anos, com 13 blocos nas ruas – graças ao movimento “O não é meu e eu uso quando quiser”, da Comunidade Reinventando a Educação. Com botons estampando a mensagem e orientação em duas baladas da cidade e um bloco de rua, o grupo espera fomentar a discussão e, principalmente, o respeito à mulher.

Maria Luisa Fernandes, a Malu, de 20 anos, é uma das líderes do movimento. Ela conta que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou um dado de que durante a folia aumentam em 20% as denúncias de assédio sexual contra mulheres. Por isso, ela decidiu promover essa discussão em Mogi.

“Precisamos discutir isso na cidade. Então, como poucos casos são divulgados, pensamos que é apenas em um bairro mais violento ou outro, mas não, há casos ao nosso lado. Nas amizades, no trabalho, ainda tem gente que não sabe identificar. Principalmente quem está casado ou namorando, que pensa que o mínimo é o amor. Vi até uma reportagem de uma mulher que passou 15 anos com um cara e ele começou com violência básica, de não deixar ela usar uma roupa, depois passou para um soco, uma porrada, daqui a pouco, era um relacionamento abusivo. É um ciclo que as pessoas precisam saber identificar”, pontua Maria Luisa.

No ano passado, o grupo realizou uma campanha com a hashtag andar tranquilamente e entregando colheres, a fim de desconstruir o ditado que diz que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Além disso, como ativistas pelas mulheres, ela tenta empoderar meninas do ensino médio a identificarem relacionamentos abusivos.

A campanha ganhou ainda apoio digital de influencers da cidade, que vão divulgar nas redes sociais a mensagem de que o corpo da mulher deve ser respeitado, independentemente da roupa ou estilo que ela tiver. Esse é um tema que precisa ser trabalhado sempre, não apenas quando há um caso em específico”, comenta a jovem.


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