LEVANTAMENTO

Registros de furto diminuem em Mogi, aponta balanço

Viaturas percorrem área central com o comércio fechado para prevenir possíveis furtos, (Foto: arquivo)

O número de furtos em Mogi das Cruzes caiu pelo quarto mês seguido este ano, segundo levantamento da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo. Em janeiro foram 328 casos registrados, caindo 58,8% até o mês passado, já que em maio houve 135 ocorrências do tipo. A queda começou logo em fevereiro, com 254, passando para 197 em março e 142 em abril. Outros tópicos, que estavam apresentando melhora durante a quarentena, voltaram a piorar.

É a situação dos roubos de veículos, que vinham registrando aumento entre janeiro e março, com 14, 15 e 19 registros, respectivamente. Em abril, o número chegou a cair para 10, mas no mês passado voltou a subir, indo a 15 casos. Já os roubos, de maneira geral, têm apresentado oscilação ao longo do ano. Entre os dois últimos meses analisados houve aumento de 10 notificações, indo de 82 para 92.

Os furtos de veículos também estavam mostrando indicadores melhores ao longo de 2020, mas o tópico voltou a piorar em maio, com 62 registros. Com 71 em janeiro, o número havia caído para 55 em fevereiro e se manteve em março, chegando a 50 em abril. Este ano, 293 crimes do tipo já foram lavrados na cidade.

Em março, Mogi apresentou número elevado de estupros, com um total de 13 registros, sendo que 11 deles foram de pessoas vulneráveis. Os registros foram diminuindo, com quatro casos em abril, sendo que três deles foram de pessoas indefesas, e outros quatro em maio, sendo todos de vulneráveis.

Durante esses cinco primeiros meses do ano, o número de homicídios doloso – quando se tem a intenção de matar – se manteve quase o mesmo. Foram dois casos em janeiro, abril e também em maio. Fevereiro foi o mês com mais registros, tendo quatro lavrados. Março teve apenas um crime do tipo notificado.

A cidade registrou no mês passado a maior quantidade de homicídios culposos – quando não se tem a intenção – por acidente de trânsito. Foram quatro em maio contra dois em abril, um em março, dois em fevereiro e três em janeiro. Houve uma tentativa de homicídio registrada no último mês, quando não aconteceram outros tipos de homicídio e nem lesão corporal seguida de morte.

Um indicativo que apresentou o menor número de registros em maio foi a lesão corporal dolosa, com 42. Em janeiro haviam sido 53 registros, aumentando para 57 em fevereiro e 59 em março. Em abril, o número começou a cair, ficando em 44. A lesão corporal culposa por acidente de trânsito aumentou no comparativo entre abril e maio, indo de 16 para 23. Os outros tipos de lesão corporal culposa foram responsáveis por 12 registros no último mês, contra 11 em abril.

Grande São Paulo

Na Grande São Paulo, onde Mogi está inserida, uma das maiores quedas ficou por conta das ocorrências de estupro, que reduziram 42,6% no mês de maio. O número passou de 223 para 128 – 95 a menos. A cidade não seguiu esta tendência, já que os casos em abril e maio tiveram a mesma quantia de registros.

Os homicídios dolosos também se mantiveram nos últimos dois meses, enquanto na região este foi um índice que piorou, com sete casos e oito vítimas a mais se comparado com maio do ano passado. Mesmo com os resultados, as taxas dos últimos 12 meses (de junho de 2019 a maio de 2020) caíram para 6,48 ocorrências e 6,68 vítimas a cada grupo de 100 mil habitantes – são as menores da série histórica.

Nos roubos em geral, a queda foi de 29,5%, com registro de 3.521 boletins no quinto mês deste ano, contra 4.997 em igual período do ano anterior. Já os roubos de veículo passaram de 1.231 para 598 – queda de 51,4% ou de 633 casos em números absolutos. O volume também é o menor da série histórica. Essa diminuição não aconteceu em Mogi.


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