CRISE

Santa Casa de Mogi já avalia suspender as restrições na Maternidade

MISSA Santa Casa de Mogi ganha homenagem pelos 146 anos de atividades em meio às obras de reforma do PS. (Foto: arquivo)
SEGURANÇA Superlotação na UTI Neonatal é uma das preocupações do hospital referência para a região. (Foto: arquivo)

A Santa Casa de Mogi das Cruzes pretende suspender as medidas de contingenciamento e reabrir as portas para todas as grávidas nesta semana. A entidade informa que conseguiu transferir 25 gestantes para hospitais estaduais da Capital e região, mas mesmo assim continua com quadro de pacientes acima de sua capacidade e tem que esperar mais alguns dias para ver se a situação volta à normalidade.

Nesta segunda-feira, a entidade estava com 44 pacientes no setor de Maternidade, entre as que ganharam bebê, vão ganhar e as que se encontram em tratamento. Isso significa que ainda mantém seis pacientes além do limite, que é de 38 leitos.

O setor de Neonatal estava ontem com 29 bebês. Destes, 14 estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o restante nos Cuidados Intermediários (CI). A capacidade total é de 25 leitos: 10 de UTI Neo e 15 no Intermediários.

Quando a Santa Casa decidiu restringir o atendimento apenas para casos de urgência e emergência obstétrica, no último dia 8, a Maternidade estava com 39 bebês no Neonatal – 19 em UTI e 20 nos setores intermediários – , 14 recém-nascidos além da capacidade. A maternidade estava com 59 pacientes e já não havia mais vagas para internações.

A situação, segundo a diretoria técnica da entidade, está sendo controlada com apoio da Secretaria Municipal de Saúde e com ajuda da Central Reguladora de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), serviço que conseguiu as vagas em outros hospitais para transferir as pacientes com gravidez de risco r que precisavam de apoio da UTI Neonatal.

As 25 transferidas nos últimos 10 dias foram encaminhadas a Itaquaquecetuba, São Mateus e Diadema. Na semana passada houve uma polêmica nas redes sociais envolvendo uma dessas grávidas que havia sido encaminhada para Guarulhos – outra cidade que recebeu pacientes de Mogi –, que reclamou do atendimento.

O que aconteceu, segundo a diretoria da entidade, foi que o Cross encontrou vagas para três gestantes, transferidas para o Hospital Geral de Guarulhos. Ao chegar no local, passaram por outra avaliação e duas receberam alta e foram liberadas para voltar para casa por conta própria, motivo da reclamação. A entidade mogiana, no entanto, explica que não foi isso que previamente havia sido pactuado com o Cross, mas sim a transferência delas.

Enquanto a situação não estiver regularizada a Santa Casa informa que continua valendo o plano de contingência que inclui: a notificação das secretarias de Saúde, Samu e Cross; a adequação de equipamentos e equipes de profissionais; transferência de casos de alto risco para o Cross; medidas de Controle de infecção hospitalar para evitar riscos.


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