NO CENTRO DE MOGI

Shopping Urupema ficará pronto em 2022

NO CENTRO Empreendimento que começará a ser erguido em fevereiro do próximo ano deve gerar 1,3 mil vagas de emprego. (Foto: divulgação)
NO CENTRO Empreendimento que começará a ser erguido em fevereiro do próximo ano deve gerar 1,3 mil vagas de emprego. (Foto: divulgação)

“Vai acontecer no centro de Mogi o que acontece em todas as cidades. O centro vai se deteriorando e chega um determinado tempo em que é preciso revitalizar. É o que nós vamos fazer”. A frase é do economista e presidente da Helio Borenstein S/A, Henrique Borenstein, na manhã de ontem, durante a apresentação à imprensa do empreendimento Patteo Urupema, da HBR Realty, que começa a ser erguido em fevereiro próximo na avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, na quadra formada com as ruas Santana, Coronel Santos Cardoso e Rui Barbosa. A expectativa de entrega é para o decorrer de 2022. As intervenções devem gerar cerca de 1,3 mil empregos diretos e indiretos.

Além de fazer referência ao antigo Cine Urupema, de Mogi, que por 16 anos foi o maior do Brasil com capacidade para 3,6 mil pessoas, o endereço onde será erguido o patteo já serviu de residência para a família, inclusive à época em que o filho Henry nasceu, e depois abrigou o escritório do grupo. “O meu pai chegou em mim e disse que jamais queria passar por aquela avenida e ver o imóvel degradado. Ele falou que se fosse necessário, que eu vendesse”, lembra Henry Borenstein, hoje presidente do grupo.

ANÚNCIO Henrique Borenstein apresentou à imprensa na manhã de ontem o empreendimento Patteo Urupema que será construído na avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, no Centro. (Foto: divulgação)

Numa sondagem, o presidente decide convidar o dono das lojas Renner para conhecer a área e oferece a ele a possibilidade de montar uma megaloja no local. O mesmo faz com o Cinemark. Os dois topam o negócio e Henry apresenta ao pai a possibilidade de um novo negócio.

Na avaliação de Henrique Borenstein, o centro de compras, diferente do Mogi Shopping, será um equipamento de destino, onde a família deve deixar a casa para ir passear. “O meu pai fez o Cine Urupema com o meu avô, sogro dele, quando eu tinha 12 anos de idade. Estive dentro da construção do Urupema. Era uma época em que as lajes tinham de ser curadas. Fui lá e perdi o meu relógio. Apanhei do meu pai naquela noite. Eu namorei lá e fui lanterninha do cinema. Então, é um orgulho poder manter a história da nossa cidade e da nossa família”, lembra.

O local abrigará 83 lojas, uma megaloja da Renner, 21 quiosques, duas praças de eventos e praça de alimentação em sete pavimentos, além de 246 vagas de estacionamento em três subsolos. Até o momento, 70% do estabelecimento já estão locados por marcas como Oscar, Pits Burguer, Head, Toasted Potato, Chilli Beans, entre outras, além de negociar com outros nomes reconhecidos, como Mc Donald’s, Polo Wear, TNG e Patroni.

O projeto do empreendimento é do arquiteto Wilson Marchi Júnior e vai trazer na fachada as colunas verticais, marca do antigo cinema da cidade, que separavam as letras vermelhas que formavam o nome Urupema. O paisagismo é do arquiteto Benedito Abbud, a decoração de interiores tem a assinatura da arquiteta Sandra Pini e a construção será realizada pela MPD Engenharia. O valor do investimento não foi divulgado pela HBR.

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A partir do ano que vem, o Mogi Shopping passará por revitalização e ampliação de cerca de 30% em sua área de vendas. “Em um ano e meio, ele vai ficar todo pronto. Os banheiros, corredores, ar-condicionado, salas de recepção, estacionamento, tudo passará por obras. Nós devemos ampliar em cerca de 20% a 30%, como fizemos na Kalunga. Isso é um trabalho difícil, porque tem de trocar o pneu com o carro andando. Não pode atrapalhar o lojista senão ele não paga o aluguel. O trabalho precisa ser à noite e tem um custo violento”, disse.

Em parceria com o grupo Suzano, a Helbor construirá o condomínio Reserva da Serra do Itapeti, na propriedade da antiga Fazenda Rodeio, no bairro homônimo, projeto que começou há oito anos e necessitou de 29 autorizações e licenças ambientais de órgãos municipais, estaduais e federais.

“Hoje nós estamos mexendo lá nos 200 alqueires. A quantidade de máquinas e gente trabalhando lá é impressionante. Vai ser um condomínio mais ou menos igual ao Alphavile com tudo o que uma cidade tem. Ali depende muito do tempo para ficar pronto. Nós vamos fazer uma obra grande só para entrar no empreendimento, com custo estimado de R$ 88 milhões. Só para a entrada mesmo”, destacou Borenstein.

O lançamento do condomínio deve ocorrer em meados de 2021. Esse projeto é realizado pela Alden Desenvolvimento Imobiliário Ltda., formada pela Helbor Empreendimentos S.A. e a Suzano Holding, do grupo Suzano.

De acordo com as informações iniciais, as obras serão divididas em 13 fases e incluem a construção de unidades residenciais e comerciais, além do Parque Linear do Ribeirão Botujuru, que será aberto ao público.

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