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Luto

Empresário Miguel Gyotoku, mais uma vítima da Covid-19

O fundador da Cerâmica Gyotoku faleceu na noite de quinta-feira, no Hospital Bandeirantes, onde se encontrava internado para tratar da contaminação pelo coronavírus.

Darwin ValentePublicado em 20/03/2021 às 12:06Atualizado há 3 meses
Empresário foi um dos fundadores da Cerâmica Gyotoku / Foto / Reprodução / Lana News
Empresário foi um dos fundadores da Cerâmica Gyotoku / Foto / Reprodução / Lana News

Foi sepultado no Cemitério São Sebastião, em Suzano, o corpo do empresário Naoyuki (Miguel) Gyotoku, 84 anos, um dos fundadores da Cerâmica Gyotoku, que teve grande importância no desenvolvimento daquele município, em décadas passadas. Segundo informações, o empresário que faleceu no início da noite da última quinta-feira (18), no Hospital Bandeirantes, em São Paulo, vinha tentando se recuperar das complicações advindas de um acidente vascular cerebral, que sofreu há mais de um ano, o qual lhe fez perder alguns movimentos e o manteve preso a uma cama por algum tempo. A causa da morte do empresário foi uma pneumonia viral, em razão da contaminação pela Covid-19.

Gyotoku – que deixou os filhos Décio, Regina, Cristina e Ricardo, além da esposa Maria - era uma pessoa muito respeitada na cidade, principalmente pelo apoio que sempre ofereceu a entidades sociais e filantrópicas daquele município. Teve atuação destacada junto ao Rotary Clube de Suzano e, em 1987, foi homenageado pela Câmara Municipal com o título de Cidadão Suzanense, já que era natural da cidade de Guararapes, no interior de São Paulo. Em 2001, quando foram comemorados os 80 anos da Imigração Japonesa naquela cidade, ele recebeu homenagens como Personalidade da Indústria.

“Foi  uma pessoa de muito bom coração, que fez muito por Suzano”, afirmou Ariovaldo Pereira Nunes, antigo funcionário da Prefeitura Municipal suzanense.

“Um excelente marido, pai de família, avô e amigo de todos. Um homem humilde, inteligente e culto, que tratava a todos de maneira igual”, escreveu Lana Camargo, do blog Lana News, de Suzano.

Quem também lamentou a morte do “amigo de mais de 50 anos”, foi o ex-vice-prefeito suzanense, Kazuhiro Mori. “Miguel sempre foi uma pessoa generosa, que gostava de ajudar as pessoas”, afirmou Mori.

Miguel Gyotoku era um dos quatro irmãos que foram responsáveis pela implantação e operação naquela cidade da Cerâmica Gyotoku, a qual, por muito tempo, foi referência em pisos e materiais refratários em todo o País. Divergências internas provocaram a cisão do grupo. Jorge Gyotoku, um dos irmãos, deixou a sociedade para se dedicar ao setor imobiliário. Foi o responsável pela implantação do Suzano Shopping, comprado mais tarde pelo empresário José Cardoso, que o repassou a um grupo empresarial de Guarulhos, o qual administrou o centro de compras até sua aquisição pela HBR, do empresário mogiano, Henrique Borenstein.

Os problemas internos da Cerâmica Gyotoku levaram a uma forte crise, que resultou num pedido de recuperação judicial, em 2010. A medida não foi suficiente para sanar as dificuldades e a empresa acabou por fechar definitivamente suas portas, tempos depois.

A família de Miguel Gyotoku sempre foi conhecida pela discrição, com raras participações nos eventos sociais da cidade, principalmente após o fechamento da empresa e o AVC sofrido pelo patriarca.