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Suzano acompanha 1,2 mil mulheres vítimas de violência sexual

Projeto ‘Monitoramento do Cuidado’ acompanha mais de 1,2 mil mulheres em Suzano A Secretaria de Saúde de Suzano divulgou os números do acolhimento especializado a mulheres vítimas de violência doméstica ou sexual. Atualmente, mais de 1,2 mil pessoas são beneficiadas pelo projeto “Monitoramento do Cuidado”, que oferece acompanhamento multidisciplinar a este público em 16 unidades […]

1 de março de 2022

Reportagem de: O Diário

Projeto ‘Monitoramento do Cuidado’ acompanha mais de 1,2 mil mulheres em Suzano

A Secretaria de Saúde de Suzano divulgou os números do acolhimento especializado a mulheres vítimas de violência doméstica ou sexual. Atualmente, mais de 1,2 mil pessoas são beneficiadas pelo projeto “Monitoramento do Cuidado”, que oferece acompanhamento multidisciplinar a este público em 16 unidades de saúde espalhadas pelos bairros. A expectativa é que, em breve, o serviço seja ampliado gradualmente para toda a rede municipal.

O acompanhamento varia de acordo com cada caso, oferecendo atendimento psicológico, de enfermagem, entre outras especialidades. Também existe a possibilidade de ações intersetoriais junto a outras pastas, como a Assistência Social e a Educação, por exemplo. A rede municipal conta com mais de cem profissionais capacitados para o atendimento das vítimas. Para atuar no projeto, todos eles passaram por um novo treinamento, que os orientou sobre as particularidades deste tipo de violência, os fatores que interferem neste contexto e como realizar o atendimento.

A medida foi criada em abril do ano passado e é promovida pela Diretoria de Atenção à Saúde, em parceria com a Rede de Atenção à Pessoa Vítima de Violência Doméstica e Sexual (RAPSVDS). Por meio dela, foi possível estabelecer uma ponte entre os equipamentos públicos de urgência e emergência e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para identificar casos de violência e distribuí-los pela rede municipal. Este diálogo intersetorial e o compartilhamento de informações viabilizaram a construção de um monitoramento do território da cidade, com o objetivo de analisar a área da ocorrência, o grau de vulnerabilidade e o nível de risco de cada notificação.

Em sua fala, a coordenadora da RAPSVDS, Magna Barboza, pontuou que o serviço é integrado naturalmente às rotinas de trabalho dos profissionais, com apoio constante da pasta municipal. Com isso, cada unidade sabe as estatísticas de violência de seu entorno, além de outros detalhes. “Isso possibilita que sejam traçadas estratégias de promoção de Saúde e prevenção à violência. Em certos casos é feito inclusive busca ativa para estabelecer contato com as vítimas em condição de risco. Essa é uma medida fundamental para ajudar as pessoas mais vulneráveis e encaminhá-las para o serviço de referência adequado, para que não sofram caladas”, concluiu.

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