REUNIÃO

Taxistas pedem regulamentação e fiscalização do transporte por aplicativo em Mogi

Levantamento do Infosiga aponta que em outubro número de vítimas fatais caiu 33%. (Foto: arquivo)
DISCUSSÃO Comissão de vereadores se reuniu com taxistas para ouvir as reivindicações da categoria. (Foto: divulgação – CMMC)

Os taxistas da cidade pedem a regulamentação e maior fiscalização da atividade de transporte de passageiros por aplicativo. Os vereadores Mauro de Assis Margarido (PSDB), o Maurinho do Despachante, e Jean Lopes (PCdoB), receberam a reivindicação em reunião da Comissão Permanente de Transporte e Segurança Pública, na Câmara Municipal. Os parlamentares se devem convidar o secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, para discutir o assunto.

Os vereadores Claudio Miyake (PSDB), Emerson Rong (PL) e Diegão Martins (MDB), que também integram a comissão, participaram do encontro.

Na pauta, o presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de Mogi das Cruzes e Região, Sandro Monfort, explicou que já não questiona o fato de o transporte por aplicativo atuar na cidade e Alto Tietê, apesar de não aprovar. “Sou contra até hoje, mas seria como dar ‘murro em ponta de faca’, como diz o ditado. Já entendemos que não há como impedir esse serviço que a população abraçou. Só queremos a equidade no sistema”, afirmou.

Monfort, que esteve acompanhado do vice-presidente da entidade, José Nildo de Caldas, o Nildo Táxi, contou que há, atualmente, 184 taxistas “sobreviventes” em meio a essa polêmica, trabalhando apenas em Mogi. Na região, ele calcula que sejam 1.200.

“No entanto, de motoristas por aplicativo nós estimamos hoje 3 mil carros, somente em Mogi, e eles não têm a mesma regulamentação e fiscalização que nós sofremos. Acho injusto, porque taxistas existem há mais de 100 anos e nossa categoria está sendo esquecida. Só que nós também comemos e pagamos conta”, desabafou.

O presidente do sindicato aproveitou para citar que a falta de fiscalização, por parte do município, tem permitido que motoristas despreparados e veículos sem condições de uso estejam circulando livremente, além de afrontar os taxistas, parando, muitas vezes, até nos pontos de táxi.

“Quando não há regulamentação acontecem casos como esse que vimos esses dias, de uma garota ser assediada por um motorista de aplicativo”, exemplificou Monfort.


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